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Opinião

MINHAS ESCOLHAS AO QUINTO CONSTITUCIONAL DO TRT 19�

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Data venia, da opinião dos eventuais detratores do instituto do Quinto Constitucional, é certo que, em sua essência, o mesmo dinamiza e democratiza os tribunais, pois é o advogado quem melhor conhece e vivencia, a lágrima, a dor e o silêncio daquele que precisa da proteção da justiça. Lançarei minhas escolhas, ao quinto constitucional do TRT/19ª Região, sobre aqueles que, segundo meu singelo conhecimento das lutas diárias e renhidas na advocacia trabalhista, serviram-se em arquitetar projetos de uma vida digna e que, entendo, possam continuar a cumprir, a sagrada função de julgar, com independência, altivez e sobranceria, guardando o respeito ao ordenamento jurídico, sem prescindir da humildade e da coragem necessárias às correções de percurso e ao aperfeiçoamento da Justiça. Fiz, pois, as minhas escolhas, na expectativa de que estes não irão raciocinar com o pensamento e ações voltadas para os favorecimentos, para a satisfação de interesses subalternos. Na esperança, de que jamais, irão abdicar, desse predicamento de independência, de sujeição às pressões, de obediência a favoritismos; despidos de posturas estacionárias à sombra de uma sociedade desigualmente injusta, e sem o amargo silêncio de protestos tímidos. Que não irão se omitir, nem se acovardar; não ?lavar as mãos?, nem beijar as flores da mulher de Potifar. Que esse membro da advocacia, ao chegar ao TRT da 19ª Região, possa ser como os alquimistas da canção de Jorge Benjor: ?Discretos e silenciosos. Escolhendo com carinho, a hora e o tempo do seu precioso trabalho; sendo pacientes, assíduos e perseverantes. Todos bem e iluminados, evitando qualquer relação com pessoas de temperamento sórdido?. Bravejo minhas querenças em tom derradeiro: almejo que as minhas escolhas e da advocacia alagoana repousem sobre aqueles que, segundo nossas consciências, possam renovar os seus compromissos com aqueles mais necessitados, os excluídos de tudo, os que não têm acesso efetivo à Justiça, repetindo, constantemente uma frase de Pablo Neruda, com a substituição apenas da palavra ?poeta? pelo vocábulo ?juiz?, para dizer-nos: ?Não estás só; há um juiz que pensa em teu sofrimento?.

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