Opinião
A COMISS�O DA VERDADE
A ditadura de 1964 nasceu de um movimento político em que: de um lado estavam Juscelino Kubischek, Carlos Lacerda e magnatas da mídia que defendiam o capitalismo e do outro, o fraco João Goulart, vice-presidente, recém-empossado com a renúncia de Jânio Quadros, que nos queria infundir um regime comunista, inspirado por Cuba. A maior parte do povo brasileiro, que não desejava viver sob as garras nefastas da esquerda, debatia-se contra as guerrilhas que subtraíam vidas sorrateiramente; em passeatas pacíficas, mas veementes, com ajuda de políticos inteligentes e corajosos. Ser comunista estava na moda, sobretudo na América do Sul, e, assim, os estudantes que formavam a UNE e muitos intelectuais de renome optavam pelo esquerdismo. Mas a maioria da população mais consciente, que conhecia através da imprensa o sofrimento nos países que foram subjugados pelas ideias de Lenin, Stalin e Kruschev, tinha horror a cair nas mãos dessa ditadura desumana. Assim, o Exército, liderado por homens dignos e fortes, achou por bem entrar na briga e nos livrar desses irresponsáveis. Deram um golpe, anularam João Goulart e tomaram o governo. Claro que aqueles que fizeram vítimas e provocaram o governo com atitudes desrespeitosas foram castigados. Alguns o foram injustamente. Sempre existem esses casos quando se luta contra um ideal. Quantos foram mortos em países dominados pelo comunismo, metralhados como animais sem nenhuma compaixão? Felizmente, a maioria dos militares foi de grandes governantes. Marechal Castelo Branco, que foi o cabeça do movimento, não pretendia uma ditadura, foi substituído pelo gal. Costa e Silva que, diante de eventuais acontecimentos, foi forçado a impor um regime autoritário que continuou até a volta da democracia. Porém não precisou uma guerra flageladora para que a liberdade voltasse e sim manifestações fortes, objetivas, decisivas, mas pacíficas. Há pouco tempo, constituíram a ?Comissão da Verdade? para as vítimas da ditadura. A mesma atitude deve ser tomada para aqueles que morreram nas mãos dos guerrilheiros bolcheviques. Eu, que já conheci a Rússia, Berlim Oriental, o Leste Europeu na mão dos corruptos e desumanos comunistas, tenho admiração pela atitude dos militares que nos livraram da vida que eu presenciei nos países dominados por aqueles. As leis de Lenin parecem justas no papel, mas não nas mãos dos governantes quase sempre egocentristas, gananciosos e sádicos quando estão no poder.