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PERIGO QUE NOS RONDA

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Na sua loquacidade diária, o radialista França Moura repete sempre a expressão ?a sociedade está doente?. stou quase lhe dando razão porque são tantos os desarranjos mentais Brasil afora que nos deixam realmente confusos, sem querer acreditar na existência da tamanha maldade que flui da mente humana. Nos estádios de futebol, a integridade física do torcedor está completamente vulnerável, porque a qualquer momento uma bomba pode explodir no seu peito, ficar espremido numa briga de galeras das chamadas torcidas organizadas, patrocinadas pelos próprios clubes. Nada menos que marginais afugentando pessoas de bem das praças de esporte. Aliás, se existisse lei rigorosa no País, os dirigentes de agremiações deveriam ser também punidos por dar guarida à estupidez desses elementos nocivos à sociedade. O perigo nos ronda dentro e, pior ainda, na saída dos estádios. A violência nos persegue por todos os lugares. Ainda estão fresquinhas as comemorações dos 25 anos da nossa Constituição Federal. A chamada constituição cidadã que escancara direitos aos criminosos de todos os naipes. Ladrão, corrupto é classificado como ?cidadão infrator?; réu confesso é ?suspeito? ou ?suposto autor?. Quem ousar tocar num elemento desses corre o risco de ter contra si uma ação por dano moral. Inclusive o policial pode ser preso se responder com rigor à agressão do vagabundo. Multiplicam-se os crimes de abuso sexual contra menores, em muitos casos praticados por monstros que dormem sob o mesmo teto e corre nas veias o mesmo sangue; os adolescentes estão se autodestruindo afogados no tráfico, roubando e matando com requintes de perversidade; filhos que matam pais e pais que se suicidam depois de matarem filhos igualmente enforcados porque, desesperados, perderam a esperança de viver. Nas ruas, o direito democrático do manifesto está sufocado pelo infiltramento de vândalos mascarados, orquestrados por interesses sabe-se lá de que facção e disfarçados de uns tais de ?Black Blocs?. A polícia não pode agir com rigor para combater a anarquia. Nos bastidores da vida pública nacional, corrupção é palavra de ordem. Nem precisa ter expertise em política e sociologia para entender que o Brasil caminha despercebidamente, por muitos, para um amanhã cheio de incertezas.

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