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Opinião

IGREJA E REDES SOCIAIS

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A partir de domingo, diversas pessoas estarão reunidas na cidade de Natal para a realização do 8º Mutirão de Comunicação promovido pela Igreja Católica. Discutir sobre os processos de comunicação faz com que o alcance da mensagem do Evangelho seja bem mais amplo diante das exigências contemporâneas. Vejo que muitas vezes as pessoas falam da Igreja como se ela fosse retrógrada, antiquada. Pelo fato de ter um patrimônio de valores e não demonstrar flexibilidade nisso, principalmente no quesito moral, muitos tendem a denominá-la de ?ultrapassada?. Mas, questiono: a Igreja precisa mudar o conteúdo do seu discurso para angariar mais fieis? Com isto ela não estaria se desdizendo? Todas aquelas que vi fazendo isso, colocando em seu seio realidades antes não permitidas, constatei que aconteceu justamente o contrário: a emigração de seus membros. De fato, o problema não é o que compõe o discurso, mas a forma de sua apresentação, ou seja, sua linguagem. Percebendo isso, a Igreja Católica tem avançado na ambiência da comunicação, isso em todos os sentidos. Temos povoado o continente digital, e um fato tem sido a presença eclesial nas redes sociais. Aliás, elas foram consideradas como ?portais de verdade e de fé; novos espaços para a evangelização?, na última mensagem para o Dia mundial das Comunicações. Um exemplo dessa nova presença é o fenômeno @Pontifex, a conta do papa no Twitter. O santo padre Francisco é a personagem pública mais retuitada do mundo, com uma centena de tweets publicados e quase 10 milhões de seguidores, de acordo com o relatório Twiplomacy. Com aproximadamente 22.000 RT (retweets) por tweet, o sumo pontífice é o líder de maior impacto e influência naquela rede social. Ainda de acordo com a pesquisa, 77% dos líderes globais possuem perfil na rede social e 68% estão conectados com outros chefes de estado ou perfis oficiais de governos. ejamos o caso do Brasil. A presidente Dilma Rousseff que tem a conta @dilmabr, possui mais de um milhão de seguidores, contudo, não é atualizada desde dezembro de 2010, após o término da campanha eleitoral. As redes sociais são um poder na atualidade, às vezes até modificando cenários por conta de sua potencialidade. Ótimo vê-las tendo bons fins! Que tal seguirmos?

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