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Opinião

NOSSA IRM� MORTE

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Próximo dia 2 de novembro é dia de oração por todos os fiéis de Cristo que morreram. O Dia de Finados coloca-nos diante da questão da morte. Nosso modo de enfrentar a vida depende muito do modo como encaramos a morte, e vice-versa! Há quatro modos possíveis de colocar-se diante da realidade da morte. (1) Há aqueles ? e não são poucos ? que cinicamente a ignoram. Vivem como se um dia não tivessem que morrer: preocupam-se tão somente com esta vida! São pessoas que nunca pararam de verdade para se perguntar sobre o sentido da vida e, por isso mesmo, não vivem; sobrevivem, apenas! Quando tiverem que enfrentar a própria morte, que vazio, que absurdo encontrarão! Quando o homem não pensa na morte, esquece que é finito, passageiro, fugaz e, assim, começa a julgar-se Deus de si mesmo... (2) Há ainda aqueles que diante da morte se angustiam, apavoram-se até ao desespero. A morte parece-lhes uma insensatez sem fim, pois é a negação de todo desejo de vida, de felicidade e eternidade que cresce no coração do homem. Estes sentem-se esmagados pela certeza de um dia ter que encarar tão fria, tirana e poderosa adversária. Assim, querendo ou não, podem afirmar como Sartre, o filósofo francês: ?A vida é uma paixão inútil!?. (3) Há também os otimistas ingênuos. Vemo-los nessas seitas esotéricas de inspiração oriental e reencarnacionista. ?A morte não existe. Não há mortos!?. Não há morte para nos agredir; há somente uma desencarnação! (4) Mas, há ainda um modo de encarar a morte tipicamente cristão. Ela existe, sim! E dói! Não somente existe, como também marca toda a nossa existência: vivemos feridos por ela, em cada dor, em cada doença, em cada derrota, em cada medo, em cada tristeza, até a morte final! Nós sabemos que a morte é uma realidade e que não estava no plano de Deus para nós: fomos criados para a vida! Deus não é o autor da morte, não a quer nem se conforma com ela! Por isso mesmo enviou-nos o Seu Filho, que disse: ?Eu sou a Vida; Eu sou a Ressurreição!?. Ele morreu da nossa morte para que nós não morramos sozinhos, mas morramos com Ele e como Ele, que venceu a morte! Para nós, cristãos, a morte, que era como uma caverna escura, sem saída, tornou-se um túnel, cujo final é luminoso. Em Cristo, a morte pode ser enfrentada e vencida! Se no dia a dia aprendermos a viver unidos a Cristo e a vivenciar as pequenas mortes de cada momento em comunhão com Senhor que venceu a morte, a morte final será um ?adormecer em Cristo?.

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