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Opinião

A SUSTENTABILIDADE PRECISA DE APOIO EMPRESARIAL

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Os sinais de que estamos conduzindo nossa sociedade de forma insustentável se repetem. Através do nosso sistema socioeconômico, deixamos mais de 850 milhões de pessoas com fome no mundo, mais de 2 bilhões vivendo em locais com estresse hídrico e mais de um bilhão em extrema pobreza. O recente relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) deixa também claro que, com 95% de probabilidade, somos nós ? seres humanos ? que estamos causando as mudanças climáticas. No Brasil, temos evoluído positivamente. Reduzimos nossas emissões de gases de efeito estufa em cerca de 1 Gt (esse volume é maior que a emissão de duas Franças), entre outros aspectos. Ainda temos, porém, muito a evoluir para poder dizer que alcançamos um patamar de desenvolvimento que inclua a todos e de forma minimamente sustentável. Esse desafio é colossal e sua responsabilidade não pode ser atribuída apenas aos governos. É imprescindível a participação da sociedade e das empresas. Direcionada a estas, o Pacto Global lançou em Nova York, no final do mês passado, a iniciativa ?Arquitetos para um Mundo Melhor?, que conta com apoio do WBCSD (Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável) e do GRI (Iniciativa Global para Relato da Sustentabilidade). As congêneres desses movimentos internacionais ? CBPG (Comitê Brasileiro do Pacto Global), o CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) e o GRI Brasil ? decidiram juntar-se também aqui para fazer o lançamento dessa iniciativa no Brasil. O fato de estar sendo feito em um movimento integrado é uma sinalização singela da importância das ações coletivas para o aumento da escala da contribuição empresarial. ?Arquitetos para um Mundo Melhor? oferece uma plataforma para engajamento empresarial na implementação dos ODS. Resumidamente, a iniciativa faz duas provocações: por que não aliar os objetivos de longo prazo de cada empresa aos ODS? E por que não integrar mais os esforços empresarias em cada país às iniciativas coletivas oferecidas pela ONU? Afinal, as empresas são também agentes sociais e qual é o mal de conduzirem seus negócios de forma a ampliar sua contribuição para o desenvolvimento sustentável? E ganharem dinheiro com isso? Temos a certeza de que as ações de cada pessoa e de cada empresa já são um excelente movimento, mas é chegada a hora de pensarmos em ampliar a escala dos nossos impactos. Pense nas provocações acima. Não fazem sentido?

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