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As trevas sobre o futuro energ�tico

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Indubitavelmente a hidrelétrica de Belo Monte deve passar para a história como a obra estratégica, em seu porte, mais perseguida no mundo. Talvez apenas sejam alvo de tamanha perseguição os programas para geração de energia nuclear. E olhe lá. Segundo divulgado ontem, as obras foram interrompidas em função de liminar concedida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, decisão que suspende o licenciamento ambiental concedido pelos órgãos competentes para os trabalhos em curso em Vitória do Xingu, no Pará. Certamente, razões abalizadas embasam a decisão da autoridade judicial, que, por sua vez, acolheu pedido do Ministério Público Federal. E como se sabe, do decidido pela Justiça, não cabe discussão e sim cumprimento imediato. Interrompidas as obras, porém, uma preocupação deveria invadir os corações e mentes de quem se preocupa com o futuro brasileiro. Afinal, o que é preciso para projetos estratégicos serem implantados no Brasil? Em decorrência dessa primeira questão, outra se recusa a calar: Para que servem mesmo os tais licenciamentos ambientais? Na teoria, todos entendem a importância dos licenciamentos ambientais, mas, na prática, sua aplicação assume formas nebulosas, como, por exemplo, no caso do confuso processo de autorização do Estaleiro Eisa, donde um dos pareceres contrários indicou como razão para a não concessão da licença ambiental o ?fato? de que o estaleiro ?atrairia favelas? para a região, ou alguma estultice semelhante. No caso paraense, a construção dessa hidrelétrica de importância fundamental para todo o Brasil tem sido alvo de preconceitos e boicotes de todos os níveis. A presente suspensão da licença ambiental, e consequente interrupção das obras, causa um brutal prejuízo adicional ao projeto, já mutilado por concessões de todo tipo feitas aos lobbys que se apresentam como ?ecológicos? e/ou ?indigenistas?. Espera-se que os responsáveis por essa estratégica obra possam, o mais rápido possível, responder às demandas judiciais exaradas na decisão do TRF para que as obras sejam retomadas logo. Quanto mais tempo se perde na execução de projetos como Belo Monte, mais o Brasil se aproxima do caos energético e do apagão cívico.

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