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AQUICULTURA: UM INVESTIMENTO SUSTENT�VEL

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Uma conta que não fazemos no dia a dia da vida agitada diz respeito ao superpovoamento do planeta. Toda estatística produzida indica um aumento da população mundial que sairá dos atuais 7 bilhões de habitantes para 8,3 bilhões em 2030 e para 9,1 bilhões em 2050. Isto significa que haverá a necessidade de incremento da produção de alimentos em aproximadamente 60% nos próximos 40 anos. E o caminho para o enfrentamento deste desafio está na água, está na aquicultura. A crescente demanda por alimentos atrelada à alteração do padrão de consumo da população e consequente busca por alimentos mais saudáveis vem contribuindo para o desenvolvimento da aquicultura no Brasil. Aquicultura é o processo de produção em cativeiro de organismos com habitat predominantemente aquático, tais como peixes, camarões, rãs, algas, entre outras espécies, sendo a fonte de proteína animal que mais cresce no mundo. A produção mundial de frutos do mar aumentou em quase 12 vezes nas últimas três décadas, crescendo a uma taxa média de 8,8% ao ano e atingindo 63,6 milhões de toneladas em 2011. A aquicultura, além de inclusiva socialmente possui grande potencial de crescimento no Brasil. Isso decorre do aumento na demanda de frutos do mar, frente a uma limitada oferta para captura selvagem, e principalmente devido às características geoclimáticas de nosso país. A vantagem competitiva do Brasil, que reúne condições ideais por possuir uma das maiores reservas de água doce do planeta, cerca de 12 %, e ampla oferta de grãos (soja e milho), ratifica nossa a crença em sua vocação para se tornar um dos mais importantes players do mercado de aquicultura mundial. A própria FAO, estima que o Brasil tem condições de produzir, de maneira sustentável, 20 milhões de toneladas de pescados por ano. A indústria da aquicultura ainda é incipiente no país, entretanto, o Brasil já pode ser apontado como um dos integrantes principais no campo internacional do setor, principalmente pela sua condição natural e ter capacidade de pesquisa e de infraestrutura agrícola no País. A cadeia produtiva do pescado cultivado ? que envolve aquicultores, fabricantes de ração e insumos, empresas de beneficiamento, transporte e comercialização ? apresenta perspectivas de geração de emprego e renda em diferentes elos. Alagoas não é peça fora deste jogo atrativo de uma cadeia produtiva que gera 3 milhões de empregos indiretos. Afinal, com esforço e vontade política é possível incrementar um setor gerador de inclusão social. Pense nisso!

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