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Nº 5750
Opinião

Aten��es � sa�de

O ministro da Saúde, Barjas Negri, anunciou, ontem, que os estudantes de Medicina em todo o País serão capacitados a melhorar o atendimento na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). A capacitação será proporcionada através do Programa de Incentivos a Mudan

Por | Edição do dia 26/11/2002 - Matéria atualizada em 26/11/2002 às 00h00

O ministro da Saúde, Barjas Negri, anunciou, ontem, que os estudantes de Medicina em todo o País serão capacitados a melhorar o atendimento na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). A capacitação será proporcionada através do Programa de Incentivos a Mudanças Curriculares em Medicina (Promed), realizado em parceria com o Ministério da Educação e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Pelo que consta de uma matéria da Agência Brasil, o ministro fez o anúncio na mesma oportunidade em que homologou a seleção das 20 faculdades contempladas pelo programa que vai destinar, já na primeira fase, R$ 4 milhões. Os recursos serão utilizados para a contratação de consultores, realização de oficinas, atualização de professores e a compra de material de ensino. No Nordeste, apenas foram selecionadas as escolas de medicina de Pernambuco e do Ceará. De acordo com a referida matéria, o Brasil tem 92 faculdades de medicina que formam por ano 7,5 mil médicos, e há a previsão de o Promed investir nessas escolas R$ 24 milhões nos próximos três anos. O que nos leva a torcer para que a nossa região logo seja beneficiada através de outras faculdades. É indiscutível a importância desse programa, por vários aspectos. Principalmente para os Estados mais carentes como o nosso, que continuam à espera dos meios necessários para o cumprimento da meta de saúde para todos da Organização Mundial de Saúde (OMS). As ações nesse sentido serão possíveis com programas como o Promed, que tem entre seus objetivos a humanização do atendimento com a formação de uma base ética sólida. Que surgiu para incentivar o ingresso dos futuros médicos em ações de atenção básica, dando prioridade ao Programa Saúde da Família (PSF), e promover a abertura dos serviços universitários à demanda do SUS. É claro que faltam ainda muitas iniciativas, começando pela União, para acabar com os problemas, entre os quais alguns antigos e crescentes, no campo da saúde pública. Como a crise que se agrava nos hospitais universitários espalhados pelo País, devido à escassez de pessoal e a insuficiência de verbas para a sua manutenção. Além de outros, a exemplo dos resultantes da forma de tratamento desigual quando da distribuição dos recursos para assistência hospitalar e ambulatorial pelo SUS e que atinge os Estados mais empobrecidos do Norte e Nordeste.

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