Opinião
CART�ES CORPORATIVOS
Leio na Gazeta de Alagoas, do dia 22/10/13, na respeitada e bem elaborada coluna do jornalista Cláudio Humberto, notícia sobre os gastos enormes com os abomináveis cartões corporativos, destacando-se a Presidência da República como a que mais faz seu uso. Tenho, reiteradamente, lançado críticas construtivas nos jornais e no meu blog, acerca dessas ações que não considero lícitas e explico: a montanha de dinheiro que já saiu pelo ralo alcança, até agora, R$ 150 milhões. Sobre o universo de privilegiados não se tem os dados levantados, mas sabe-se que até para aquisição de peças íntimas e pipoca, tais cartões foram utilizados! Qualquer pessoa do povo, ainda que não letrada sabe ou já ouviu em rádios e TVs que o governo federal dispõe de uma gama de benesses custeadas com o nosso dinheiro suadinho, tais como: seguranças; cerimonial; cozinheiros; mordomos; alimentação; vestimentas; palácios; telefones; viagens sem limites etc, etc, etc. Não há prestação de contas a ninguém ? nem a Receita Federal e nem o Tribunal de Contas, que se preocupam até com as mínimas despesas de longínquas e pequenas prefeituras, exigem comprovação desses volumosos gastos! Não vejo como justificar o esbanjamento de verbas que foram arrecadadas com mãos pesadas, de impostos que envolvem empresas, pessoas físicas, descontos na fonte e outros encargos que são muitos, porém, tendo como destinatários ou beneficiários, uma elite que está eventualmente no poder, porém eleita pelo voto popular. Leis existem em abundância, mas são desrespeitadas constantemente. Medidas provisórias que foram admitidas com o beneplácito do Poder Legislativo, criam despesas, determinam projetos e outros penduricalhos a gosto e do exclusivo interesse governamental. O que nos deixa estupefatos é a maneira contemplativa como nossos legisladores aceitam esse comportamento do Executivo, quando, em síntese, expõe uma clara afronta a quem, pela Carta da República, tem, realmente, o poder de elaborar as leis! A quem apelar? O Judiciário não é o fabricador de leis e sim as cumpre. Se algumas interpretações errôneas ocorrem, obviamente, devem-se à própria inconsistência e insustentabilidade das produções legislativas, muitas vezes ao sabor de ingerências políticas, econômicas, de movimentos que abrigam, quase sempre, em seu bojo, determinadas posições ideológicas que não podem servir de exemplo como interesse nacional e da sua gente globalmente.