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Opinião

Um campeonato que n�o devemos ganhar

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Pelas pesquisas e análises de uma instituição mexicana, Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal do México, a capital alagoana ocuparia a vergonhosa condição de sexta cidade mais violenta do mundo. Uma informação terrível, horripilante. Pelos dados divulgados, a campeã mundial em criminalidade seria San Pedro Sula, cidade situada em Honduras e que contaria com uma taxa de 169 homicídios dolosos registrados a cada 100 mil habitantes; a paradisíaca Acapulco, urbe praieira mexicana, estaria no segundo lugar com 143 homicídios por 100 mil habitantes. Além da nossa Maceió, outras 14 cidades brasileiras foram arroladas entre as 50 mais violentas do globo, a saber: Brasília (50º), Belo Horizonte (48º), Macapá (45º), Curitiba (42º), Goiânia (34º), Recife (30º), Cuiabá (28º), Belém (26º), São Luís (23º), Vitória (16º), Salvador e região metropolitana (14º), Fortaleza (13º), Manaus (11º), João Pessoa (10º). Apesar da frieza intrínseca dos números, sabe-se que a adoção de um ou outro parâmetro pode modificar resultados, mas é certo que Maceió continua destacada negativamente dentre as cidades mais violentas do Brasil ? esta é a questão. Deve-se perguntar, sem dúvida, em quais regiões mexicanas acontece o tradicional espetáculo das degolas, cujos vídeos, insistentemente postados na internet, têm chocado o mundo. Certamente, não seria esta área infernal localizada em Acapulco, o que ensejaria uma justa crítica sobre a acuidade da pesquisa em tela. Mas esta não é a questão central. O centro do problema para os alagoanos é que, malgrado as falhas desse tipo de pesquisa, é incontestável o desmando na insegurança púbica em nosso estado, descalabro que atinge com particular letalidade a capital de nosso estado. Procurar defeitos no citado instituto mexicano em nada ajuda a resolver essa tragédia alagoana, posto ela ser real, independente da posição que eventualmente nosso estado e/ou nossa capital figure em quaisquer dos muitos rankings negativos. A ação cidadã a ser adotada em relação a esse tipo de pesquisa é aquela que venha a repercutir em alguma mudança na desastrada política de Defesa Social em Alagoas. Em verdade, continuamos inteiramente indefesos, entregues à própria sorte.

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