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Opinião

Rea��o corajosa, digna de aplausos

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Enfim, a ?profissão? de assaltante começa a apresentar algum risco para seus praticantes em Alagoas. Ainda envolta em brumas, no tocante ao herói da história, uma tentativa de assalto (à mão armada) ricocheteou contra os que tentavam a ação criminosa. São facilmente entendíveis os motivos pelos quais o autor da façanha de salvar as vítimas e vitimar os assaltantes em pleno ato delituoso tenha preferido escapar aos holofotes. Afinal, são tantos os ônus para quem está ao lado da lei que, mais das vezes, agir contra o banditismo cobra mais que discrição ? exige clandestinidade, por incrível que possa parecer. Em primeiro lugar, aos ombros do agente policial responsabilizado pelo confronto com a bandidagem é atirado um rol de cobranças e investigações. Ao invés de ser premiado pelo cumprimento do dever, se lhe é impingido o malefício da dúvida sobre sua ação: por que atirou? Atirou por quê? Estava de serviço? Tentou convencer, antes, o meliante a se entregar pacificamente? Não raro, o policial tem de provar não fazer parte de nenhum ?grupo de extermínio?, e tudo o mais. Não é fácil ser um homem, ou mulher, da lei. Em segundo lugar, aqui em nosso estado, grassa o desestímulo sobre a missão policial. Seja pelos salários minguados, seja pela precariedade das condições de trabalho, seja por uma concepção equivocada que coloca o atendimento de uma imensa pauta de reivindicações à frente da qualidade dos serviços prestados, seja pelo esgarçamento das lideranças governamentais em infrutíferos embates no interior das corporações. Ao fim e ao cabo, sobram problemas em Alagoas ? que se somam às dificuldades nacionais no combate ao crime. Por tudo isso, questões refletidas nos piores índices de insegurança pública no Brasil, Alagoas parecia se acostumar à desgraça, banalizando a crescente onda de criminalidade, como se acomodando à derrota. A reação, de um suposto policial (pelo menos até este comentário estar sendo escrito), vem quebrar essa pasmaceira trágica. Ao acudir, em plena luz do dia, uma família vítima de assaltantes, e ao lograr êxito em alvejar ? em explícita e incontestável legítima defesa ? dois assaltantes em pleno ato criminoso, esta anônima figura reacende as esperanças alagoanas. Enfim, nem tudo está perdido!

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