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Lun�tico pedido: mais uma d�zia de milh�es

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Antigamente, antes da Apolo 11, o ?mundo da lua? era tido como a moradia dos sem-noção, daí o termo ?lunático? para definir quem não tinha os pés na terra. Hoje, no mundo terráqueo da ditadura do politicamente correto é um pecado falar, ou escrever, por exemplo, o termo ?aluado?. Uma das últimas menções a esta família de termos teve no personagem Tonho da Lua uma de suas últimas utilizações. Quem não se lembra do coadjuvante notável na trama Mulheres de Areia? Era uma figura distanciada do mundo convencional que exibia bondade, talento e lealdade, apesar de seu cérebro viajar por outras paragens. Ao contrário da boníssima e ingênua figura criada por Ivani Ribeiro (nome artístico de Cleide Ferreira), os aluados de contemporâneos nada têm de ingênuos apesar de exibirem inequívocas demonstrações de absoluta falta de noção. O vocábulo ?aloprado?, por sinal, foi resgatado anos atrás, pelos próprios líderes do PT, para se referirem a um grupo de petistas que orquestraram uma fracassada e atabalhoada tentativa de construir um dossiê contra um candidato adversário. No caso alagoano, o caso é mais preocupante, pois parece que todo um Poder está aluado. Se não foi assim, como entender que, em meio a um de seus maiores escândalos em função das denúncias de desvios de dinheiro público, a Mesa Diretora (provisória) da Assembleia Legislativa de Alagoas venha a pedir mais dinheiro? Mais dinheiro, além da enormidade que recebem? Mais dinheiro, sem que se tenha esclarecido o rol de denúncias sobre fortunas escorrendo pelo ladrão (literalmente)? Pois a Assembleia Legislativa pediu ao governo do Estado a bagatela de mais R$ 12 milhões, como se não já tivesse acesso a um polpudo duodécimo. Tanto é o dinheiro, que na Casa de Tavares Bastos, há anos, chovem denúncias escandalosas e consubstanciadas sobre desvios feitos, à larga, para dar vencimento à dinheirama que, compassiva e complacentemente, o Poder Executivo, sem regatear nem questionar, deposita nas elásticas gavetas do Legislativo alagoano. Como se já não bastassem todos os escândalos e a evidência de que o tal duodécimo têm muitos mais zeros à direita do que precisaria a Assembleia Legislativa, a casa quer mais. E mais.

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