Opinião
COMO � LINDO O NATAL!
Como pensa o publicitário Aloisio Alves, vamos esquecer por um tempo o clima de violência que tem abalado nossos dias para nos entregarmos à magia do Natal, ao seu sentido religioso, festivo, iluminado, que só tem espaço para os gestos de confraternização, de alegria, de esperança, de solidariedade. Maceió, de repente, encheu-se de luzes, ganhou um semblante de festa. Existe no ar um desejo altruísta de presentear alguém com alguma coisa, uma mensagem de amor e de paz. É uma época linda que só inspira os bons sentimentos, não há lugar para ódios e para crimes! Vamos lembrar com ternura a manjedoura, o Deus menino, os Reis Magos, o cometa a brilhar no céu para indicar o local onde nasceu o filho de Deus, que viveu e sofreu para nos ensinar os caminhos do bem, mas que, infelizmente, cada dia é mais esquecido pelo homem, possuído pela ganância e pela maldade. É Natal! Vamos apreciar a beleza das decorações iluminadas e embevedoras que enchem a cidade, transmitindo-nos um encantamento sem par! Toca-nos a sensibilidade, enchem-nos de amor As lojas atraem-nos com seus produtos. Cheios de imaginação e de beleza. E o povo se acotovela nas ruas abraçados a inúmeros pacotes. Há um prazer enorme de dar, de presentear os amigos e os parentes. Todos querem vestir uma roupa nova para o Natal e o comércio está cheio de sugestões. As mais atraentes! E o adiantamento do décimo terceiro salário vai-se embora no consumismo. Mas o prazer é comprar. Sim, ainda têm as grandes ceias! Tudo que há de bom deve estar lá. É uma noite única. Merece o sacrifício. Afinal, Natal é Natal! E Missa do Galo! Já não é tão concorrida. Em parte foi trocada pelas coisas materiais. Quando eu era pequenina que o Natal era mais simples, ninguém a perdia. Faziam-nas em praças. As igrejas não comportavam tanta gente. Depois havia as ceias. Naquele tempo, os natais eram mais simples. Os presentes eram colocados nos pés das camas para serem encontrados nas manhãs do dia seguinte. As árvores de Natal quase não existiam. Mas eram mais religiosas. Mas eu prefiro os natais de hoje, são mais imponentes, mais marcantes, mais alegres!