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MALALA: UM EXEMPLO INESQUEC�VEL

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Desenvolvimento e educação são vocábulos indissociáveis. Quando falo em desenvolvimento não me refiro somente ao crescimento e expansão do sistema econômico, aumento da produção ou acumulação de bens, mas me refiro, principalmente, à utilização desses bens para a consolidação de uma sociedade menos injusta, através de melhoria da condição humana, que no futuro ? esperamos que não seja tão remoto ? resulte no aparecimento de uma sociedade equilibrada em termos da pirâmide socioeconômica. E o indicador Educação embasa esse desenvolvimento. A infância. A adolescência. Construção das vigas mestras da personalidade. O desejo de estudar e alcançar um status social. É o desejo das famílias que lutam por esse objetivo. Infelizmente, neste mundo de meu Deus, há estranhas desigualdades: há países em que as meninas não têm direito à escola, à educação. O exemplo mais gritante é o do Paquistão, que esteve nas manchetes recentemente pela prisão do terrorista Osama Bin Laden. Lá, uma garota de 12 anos chamada Malala, desafiou o regime cruel e violento daquele país para ter o direito de ir à escola. Virou um exemplo. Escapou da morte. É uma história conhecida, mas vale a pena ser repetida. Na região em que nasceu somente, o nascimento de meninos é celebrado. Das meninas, espera-se apenas que estudem o Alcorão, cozinhem e tenham filhos. Malala teve um destino diferente. Seu pai, professor, ensinava-a em casa, às escondidas, e abriu horizontes mais amplos para essa garota de inteligência privilegiada. Sob o governo tirânico instalado no Vale do Swat (Paquistão), os homens foram obrigados a deixar crescer a barba, as mulheres que saíam à rua desacompanhadas eram surradas e as escolas femininas foram fechadas. Malala desafiou esse regime brutal e quase morreu; aos 15 anos, foi baleada na cabeça, passou meses entre a vida e a morte; sobreviveu após ser transferida para um hospital na Inglaterra. Quando voltou a si, resolveu: faria de sua vida uma luta pela educação das meninas de seu país e do mundo. Repito um texto recentemente publicado: ?Em 12 de julho de 2013, Malala comemorou seu aniversário de 16 anos discursando na Assembleia da Juventude na Organização das Nações Unidas ? ONU, em Nova Iorque. Afirmou na ocasião: ?Vamos pegar nossos livros e canetas. Eles são nossas armas mais poderosas. Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo. A educação é a única solução para este planeta?.

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