Opinião
Sudene
Está previsto para hoje, no Recife, uma reunião dos secretários de Planejamento dos nove estados nordestinos para discutir o formato da nova Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). De acordo com uma matéria divulgada ontem pela Agência Nordeste, o encontro contará também com a presença da economista Tânia Barcelar, coordenadora do grupo de trabalho responsável pelo projeto de reabertura da autarquia. Trata-se de mais um avanço para o efetivo cumprimento de um dos compromissos de campanha que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem se empenhado para levar a bom termo logo no primeiro ano de governo. E a primeira grande oportunidade que os estados do Nordeste têm, através de seus representantes, de participar da discussão do conteúdo de boa parte dos novos programas para a região. Outras reuniões deverão ser realizadas com os próprios governadores e outras lideranças, entre as quais várias que sempre se posicionaram em defesa da autarquia criada em dezembro de 1959 e extinta em maio de 2001, através de medida provisória pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Até tempo suficiente para isso tem, mesmo que a nova estrutura da Sudene tenha que ser definida durante 60 dias úteis. Até porque já se sabe que várias reuniões acontecerão diariamente, sendo a de logo mais a primeira delas, conforme a própria Tânia Bacelar já anunciou. Inclusive, ela acha que o importante é ter uma Sudene contemporânea e que o novo organismo ?articule, mas não execute os projetos de desenvolvimento, pois, para isso, temos novos órgãos?. E que o Conselho Deliberativo, formado por governadores e representantes do governo federal, volte a fazer parte da instituição. Serão muitos, ainda, os debates. Resta aguardar os seus resultados. Que eles correspondam às expectativas dos segmentos mais interessados em ver o Nordeste melhor contemplado pelas decisões do poder central. Com ações voltadas para o seu verdadeiro desenvolvimento.