Opinião
Mais uma provoca��o a cobrar respostas
Com toda a razão, as notícias sobre o fuzilamento do soldado Ivaldo Oliveira da Silva, da Polícia Militar de Alagoas, chocou toda a população e, muito especialmente, revoltou seus companheiros de farda. Não é difícil entender-se os motivos para tanto impacto. Quando um integrante das forças policiais é trucidado da forma ostensiva como as informações divulgadas apresentam é porque um dos últimos bastiões da segurança pública está expondo sua fragilidade, sua vulnerabilidade. Se os bandidos não respeitam e/ou não temem mais as instituições policiais, a situação ultrapassou todos os limites da insegurança. Quando nem a força policial, institucionalizada e armada para defender a sociedade não mais consegue se defender, se está diante de uma crise de autoridade de enormes proporções. Em primeiro lugar, para se evitar o caos, se faz necessária uma reação imediata, dura e eficiente, dentro dos limites da lei, para que um mínimo de respeitabilidade seja restituída. O que não significa dizer que o problema esteja resolvido, pois, se o crime organizado conseguiu alcançar este ponto, dele não recuará facilmente ? mas, pelo menos, uma resposta foi dada. Qual a resposta que a segurança pública alagoana tem a dar sobre o fato de um soldado da Polícia Militar ter sido raptado de uma instalação policial, agredido e depois fuzilado em plena praça pública de uma cidade interiorana? Esta é uma questão crucial, até porque a impunidade e a incapacidade das forças policias responderem à altura às violências praticadas cotidianamente contra a população civil já converte o assassinato em banalidade. Ou as forças policiais reagem adequadamente à tamanha agressão ou a realidade em nosso estado promete tornar-se ainda mais catastrófica no quesito insegurança pública. E quando se fala em reação adequada se está dizendo ser inaceitável a apresentação de ?bodes expiatórios?, assim como quaisquer vinditas destemperadas. A resposta que se cobra às polícias alagoanas é o pronto cumprimento do dever com o esclarecimento, sem mais delongas ou protelações, desse acintoso crime. A sociedade alagoana, assim como os familiares, amigos e colegas de profissão do PM trucidado esperam tão somente que a Defesa Social cumpra o seu papel.