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Opinião

OS NOSSOS MANDELAS

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Ao iniciar-se no jornalismo, cobrindo as atividades da Câmara Municipal, aquele jovem do Pilar usou seu único paletó, o mesmo do casamento com dona Marly, mas como as calças eram muito folgadas, pediu emprestado um cinturão. Começou ali frutífera jornada, coroada mais tarde com a Academia de Letras e o Instituto Histórico. Agora, o desembargador Antônio Sapucaia, lança a obra Arquivo de Jornais. Lá estão os tempos heroicos da Gazeta de Alagoas e seus devotados jornalistas. O Cangaço é revisto em reportagens publicadas em grandes periódicos nacionais, uma das quais mostra a tentativa de Sílvio Bulhões, filho de ?Corisco?, para enterrar a cabeça de seu pai, exposta no Museu Estácio de Lima. A reedição de Graciliano Ramos em Palmeira dos Índios, de Valdemar de Souza Lima, e outras páginas, registram momentos e personagens caetés grandiosos, que precisam ser preservados. Sobre o Teotônio Vilela cronista, escreve: ?A crônica é a minissaia da literatura: curta e atraente, pode ter a sua gênese num grão de areia, no beijo que não foi dado, na paixão inconfessada, no sonho frustrado, na saudade cortante e até na falta de assunto?. Lirismo revivido em momentos como Gogó da Ema, quando relata sua odisseia pela preservação daquele símbolo. No prefácio, Vladimir Calheiros sabiamente escreve ?Como intelectual, magistrado e homem público, Antonio Sapucaia da Silva teve (tem) sempre uma conduta irrepreensível e por isso mesmo inatacável. Arquivo de Jornais é a continuação de uma vocação para fazer o certo e fazer o bom?. A Sobrames natalina de Zé Medeiros, engrandecida, o homenageou. Entre estes alagoanos ilustres, o procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, e o magistrado Maurício Brêda, no Dia de Combate à Corrupção, no Centro de Convenções, acalentaram a plateia, sequiosa de estímulos para enfrentar o que Jucá designou como ?pandemia de corrupção?. Jucá afirmou que os trombadinhas decorrem dos trombadões, aqueles de colarinho-branco que desviam os recursos que serviriam para atender às suas necessidades básicas. Na sua vigorosa pugna pela moralidade pública,alguém da plateia afirmou que além dos anônimos despossuídos, as gerações futuras serão as maiores beneficiadas por sua incansável luta. Mandela, obcecado por Justiça, tem alinhados à sua intrépida saga, esses bravos conterrâneos que tanto honram e orgulham a nossa terra.

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