Opinião
Mesmo t�midos, sinais positivos no horizonte
No derradeiro mês do ano, depois de repetidas más notícias, eis que surge no fim do túnel uma luzinha. Pelas informações divulgadas pelo Banco Central ontem, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) teria registrado uma alta de 0,77% em outubro, o que representa ?a maior alta em seis meses, no início do quarto trimestre?. O IBC-Br é considerado como uma ?prévia do PIB?, daí ser auscultado com atenção redobrada ? e, até então, havia emitido sinais bem mais preocupantes, lançando sombras tenebrosas sobre a perspectiva de aferição do Produto Interno Bruto brasileiro neste ano. A alta, de apenas 0,77%, veio na contramão dos números coletados anteriormente, alcançando no começo de outubro, ?o maior crescimento mensal desde abril deste ano, quando, segundo a série revisada do indicador, o IBC-Br subiu 1,38%?. Pelas contas anteriores, a economia brasileira teria encolhido 0,5% entre julho e setembro deste ano, percentual negativo que foi transformado numa espécie de sinal apocalíptico do fracasso do governo Dilma e uma espécie de fim dos tempos das gestões discordantes das siglas queridinhas das elites, inclusive midiáticas. Referência no mundo do varejo, a Serasa confirma a alta, embora em grau mais modesto que o BC, na faixa do 0,6% para o mesmo período. Pela análise do órgão, ?o crescimento foi puxado pela indústria, que cresceu 0,9% frente ao mês anterior, e pelos serviços, com alta de 0,4%. Já a agropecuária voltou a ?encolher? com queda de 1,2% na comparação com setembro?. Lendo-se esses dados sem paixões eleitoreiras, notar-se-á que os sinais são positivos, até porque sobre o desempenho industrial repousavam as maiores tensões do suposto refluxo na economia; como o freio de mão está puxado no segmento agropecuário, a coisa seria menos ruim, dada a pujança e tradicional capacidade de recuperação do agronegócio (que estaria refletindo agora os efeitos da rigorosa seca que castigou o Brasil até há pouco). Naturalmente, não faltará, acerca desses dados, a acusação de se estar usando da ?contabilidade criativa?. Mas, na prática, o mais importante é que se está afastando da economia brasileira, nos dias em curso, o fantasma do fracasso que caracterizou os tempos de FHC com seus índices negativos e apagões generalizados. Em resumo, uma centelha de esperança brilha no túnel.