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Acelerando na via da seguran�a veicular

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Em boa hora, o governo evitou frear a anunciada medida de implantação como itens obrigatórios air bags e freios ABS nos automóveis fabricados no Brasil. Declarações anteriores, interpretadas como um recuo no cronograma anteriormente firmado com as montadoras, causaram impacto negativo ? com toda a razão. Sentindo a pancada, dentre tantas outras sofridas pelo desempenho sofrível da economia, o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, encarregou-se de falar à imprensa garantindo que os prazos estão mantidos para essa implantação. Trata-se de mais uma acelerada, ainda que tardia e discreta, no rumo da eliminação das diferenças entre os automóveis fabricados no Brasil e alhures. Melhor assim. O setor automotivo tem sido tratado com especial atenção nos últimos tempos, revelando o correto entendimento governamental sobre a importância dessa indústria, uma das mais capilarizadas em toda a economia. Como se sabe, uma fábrica de veículos agrega um sem-número de outras fábricas especializadas em lhes fornecer componentes e serviços, formando uma teia de produção, emprego e renda como poucos outros segmentos. Ao reduzir a cobrança do IPI e promover outras bondades, o governo está trafegando na via certa. Esta via, entretanto, é de mão dupla e exige das montadoras contrapartidas. Manter empregado em suas unidades o exército de mão de obra que move suas máquinas é um desses compromissos. Modernizar os produtos que saem de suas linhas de montagem é outra promessa que precisa ser cumprida à risca, afastando de vez o fantasma das velhas carroças que caracterizaram, durante muitos anos, essa indústria no Brasil. Batendo os recordes em arrecadação, a máquina fiscal do governo comprova o que a maioria já sabe: certas reduções de impostos são benéficas ao resultado geral da economia. A diminuição da pesadíssima carga tributária sobre o setor produtivo é uma questão tão delicada quanto estratégica para o Brasil ? e, nesta seara, o IPI já provou-se capaz de sofrer reduções, saudáveis, em benefício da economia como um todo. Nada mais justo, assim, que ao tempo em que se discute benefícios à indústria automobilística (como a redução do IPI), lhes seja cobrada contrapartidas. Freios ABS e air bags devem ser apenas um bom começo.

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