Opinião
A CEIA E A CELA
Miruna é uma jovem que demonstra ter muita determinação e profundo amor paterno. Se o momento é tenso, transforma-se numa fera ferida, esperneia, xinga, solta as garras em direção a um alvo longe do seu alcance ? o ministro Joaquim Barbosa ?, atitude perfeitamente compreensível, afinal é muito difícil assimilar que um pai com tanta história e uma vida pública para alguns, até heroica, esteja hoje condenado, preso, respondendo por uma série de delitos cometidos contra o seu país. José Genoino e uma plêiade de personalidades que por quase uma década, liderados pelo então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, desenvolviam um projeto cujo objetivo era longa vida exercendo o absoluto domínio do Brasil, a qualquer preço, amparados pela sigla do PT. Para os chamados ?mensaleiros?, hoje é um dia diferente, talvez até de reflexão no isolamento do cárcere. Isto se o sistema prisional não lhes conceder privilégios que condenados comum não têm, abrindo brechas para receberem amigos e familiares e se confraternizarem no Natal. O brasileiro possui o que chamamos de coração mole, espírito desarmado, por natureza não sente prazer em vingança, não é feliz com o sofrimento alheio. Mas, contravenção exige punição. Perante a lei, os direitos são iguais. Justiça é para ser feita contra qualquer infrator, inclusive os de colarinho branco. Pelo menos deveria ser assim. Essa é a leitura da grande maioria mensurada em pesquisa do Data Senado, que constatou que 90% dos entrevistados são contra a saída temporária dos criminosos. E 70% acham que nenhum preso deveria ter o direito de passar o feriado com a família. Assim, que pague a elite condenada do PT o preço justo pelos delitos cometidos. Como o Natal é tempo de benevolência, desejamos que todos sejam felizes na ceia de hoje em suas respectivas celas. Certamente, regada a um champanhe Cristal ao estilo dos nobres franceses. Aqui fora, os brasileiros não externarão sentimento de ódio, apenas louvores para a Justiça que levou à prisão uma pequena parte das elites arrogantes deste país. Talvez um tímido início de uma temporada de caça à impunidade. Que a celebração do Natal nos abra o coração de alegria e paz. Essa paz que anda tão distante das ruas, dos lares e de todos os lugares de Alagoas.