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O NATAL DE JESUS

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Acabamos de celebrar o Natal de Jesus e gostaria de aproveitar esse espaço, para fazer algumas considerações sobre a data da sua celebração e a figura do Papai Noel. É certo que Jesus não nasceu em dezembro. É inverno no Hemisfério Norte e é impossível que o imperador romano decretasse um recenseamento geral nesse tempo; nem os pastores estariam, como narra Lucas, num frio de inverno, montando guarda a seus rebanhos nos arredores de Belém, mas os teriam guardado nos currais. Como então o dia 25 do último mês do ano ficou sendo o dia da celebração do Natal do Senhor? Eis a explicação: muitos povos da antiguidade, como os romanos, os gregos, os celtas, os germanos, celebravam neste dia a festa do Dies natalis Solis invicti (Dia natalício do Sol invicto), quando acontece a noite mais longa do ano e o Sol retoma no dia seguinte seu ciclo aparente no firmamento, no Hemisfério Norte, aumentando progressivamente a duração de seu clarão até o verão. A festa, como outros elementos culturais do paganismo, foi absorvida pelos cristãos de Roma, que nesse dia cultuavam o verdadeiro Sol Invicto, que é Cristo Jesus. Instituída pelo Papa S. Telésforo (125-136), a festa do Natal a 25 de dezembro só foi realmente estabelecida em todo o Ocidente pelo Papa Júlio II (papa de 337 a 352). E o Papai Noel? Minha primeira objeção contra ele é que, impulsionado pela propaganda, ele se torna a figura central do Natal, roubando o lugar do Menino Jesus. Minha outra dificuldade é que a criança, ao crescer, vai saber que o Papai Noel era um mito criado pelos adultos para enganá-la. E o Menino Jesus e as verdades cristãs que lhe foram inculcadas na infância, não seriam também um mito? A origem do Papai Noel é até bem cristã. Ela é atribuída ao bispo São Nicolau (festa a 6 de dezembro) que nasceu em 271 e foi bispo em Myra, na atual Turquia. Uma antiga tradição diz que havia em sua cidade três moças, que não conseguiam casar-se por falta de dote e o bondoso bispo, por três noites consecutivas, colocou pelo muro da casa das jovens um saco cheio de presentes, que lhe possibilitaram o desejado dote e o casamento. Um livro do inglês Clement Moore em 1823 fê-lo nórdico, com neve e trenó, puxado por renas. Já o cartunista americano Thomas Nast no jornal Hasper´s Weekly aperfeiçoou a figura do velhinho simpático de longas barbas brancas, que atraiu a simpatia geral e tornou-se figura oficial e central do Natal. O nome Papai Noel tem origem francesa, como os italianos chamam de Babbo Natale.

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