Opinião
O pa�s do futuro e as indica��es do presente
Certo é que 2013 foi duro para a economia brasileira e que 2014 não descortina ainda perspectivas mais alvissareiras para o crescimento do PIB neste ano quase findo. Mas, mesmo com toda essa dureza, o vigor do Brasil, malgrado a torcida dos pessimistas juramentados, se reafirma no cenário internacional. E quem traz de volta à ribalta a análise positiva sobre o crescimento do PIB brasileiro é uma prestigiada consultoria britânica, o Centre for Economics and Business Research. Pelas estimativas do CEBR, o Brasil deverá se tornar a quinta maior economia do mundo até 2023, superando Inglaterra e Alemanha e sendo ultrapassado apenas por Estados Unidos, China, Japão e Índia. As pesquisas do CEBR indicam que ?a economia brasileira vai se beneficiar do crescimento da população e do comércio de agricultura, este último impulsionado pelo acordo da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) e pelos alimentos transgênicos? e destacam ainda que ?em 2011, o Brasil já havia superado a Grã-Bretanha, tornando-se a sexta maior economia do mundo, mas perdeu o posto no ano seguinte devido à desvalorização cambial, ao menor crescimento econômico e à elevação das tensões políticas?. Esses estudos descrevem que a Rússia, nesta lista, teria tomado a oitava posição da Itália, enquanto o Canadá desceu para a 10ª posição, deslocando do posto a Índia. O Brasil, nesse apanhado de 2013, estaria no sétimo lugar entre as maiores economias do mundo. Os exercícios mais amplos do centro britânico indicam que a China tornar-se-á a maior economia do globo em meados de 2018, deslocando os Estados Unidos para o segundo lugar, ao mesmo tempo em que a Índia passaria a perna no Japão, seguido por Brasil, Alemanha, Grã-Bretanha, Rússia, México e Canadá. Poder-se-ia dizer que de previsões o mundo anda, e sempre andou, cheio. E que os áugures mais erraram que acertaram suas profecias. Tudo isto é certo, mas é correto também reconhecer que as estimativas científicas, quase sempre, têm seguido caminho diferente, logrando êxito no porvir. Enfim, resta, além de esperar, trabalhar para que as previsões alvissareiras para o Brasil venham a ser confirmadas pela vida.