Opinião
L� se vai um ano de dificuldades
Não foi um ano fácil 2013. Várias foram as dificuldades, especialmente no tocante à economia brasileira, que não correspondeu conforme o esperado e tirou da catacumba o espectro do fracasso ocorrido no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso e, com o alarde típico da mídia elitista, esse fantasma foi largamente usado para assombrar os últimos capítulos do (primeiro) mandato de Dilma Rousseff. Impedir a todo custo a reeleição da presidente passou a ser o leitmotiv das elites brasileiras e, em nome desse objetivo, o ano de 2013 foi marcado ? a ferro e fogo ? por essas manobras destinadas a manipular a opinião pública. Desde o ?pibinho?, até o vandalismo crasso, tudo foi interpretado e canalizado como desgaste do governo federal. A novidade, porém, foi o parco, mesmo inócuo, resultado dessas massivas campanhas midiáticas. As pesquisas de opinião, comprovando a maturidade política da maioria da população brasileira, desta vez não reagiram de acordo com os promotores da ?onda do contra?. Noutros tempos, esse tipo de manobra elitista, à bordo da ?grande mídia?, já conduziu alterações importantes no humor do povo brasileiro, e atiçando golpes contra presidentes democraticamente eleitos, minando reputações e roubando mandatos sem maiores resistências. Em 2013, essa velha tática não produziu os resultados de antes, o que indica a clara tendência de recrudescimento da ?onda? no ano vindouro ? mas, aí, é outra história. É importante, num balanço sério de 2013, mesmo que superficial, destacar que, de fato, existiram, e são problemáticos, vários dos itens cujas relevâncias foram manipuladas pelas citadas campanhas da grande mídia política. O primeiro deles, certamente, é a tímida performance da economia brasileira. Timidez imitada, em rima pobre, pelas ações da área econômica do governo federal. Indubitavelmente, o ano quase findo deixa no ar uma boa dose de saudade da equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Na contabilidade geral e nas contas específicas do embate com os analistas de plantão, os atos e as palavras do time Mantega deixaram a desejar. Oxalá seja diferente neste próximo ano. No mais, continuaremos a conversar em 2014. Feliz ano novo para todos!