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Opinião

Os riscos do retorno de um passado nocivo

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Não será 2014 um ano fácil. A disputa eleitoral pela Presidência da República funcionará como catalisador do ímpeto golpista que, historicamente, empolga as elites tupiniquins nos momentos em que se sentem distanciadas do poder central. Não será a primeira vez que o poder econômico/político encastelado nas regiões tradicionalmente abastadas do Brasil usará de suas intimidade e simbiose com a chamada ?grande mídia? centrada no eixo Rio/São Paulo para tentar fazer valer suas posições minoritárias através da transformação da opinião publicada (por eles) em ?opinião pública?. Nos últimos anos, porém, essa velha estratégia não tem dado certo, deixando na saudade os patrocinadores de golpes como o perpetrado em 1992. Os três anos de gestão Dilma não foram tão felizes como os oito anos de Lula, isto é verdade, mas é igualmente verdadeiro estar sendo o resultado desse tempo de ?presidenta? muito menos infeliz que o apanhado final dos tempos de FHC; mas isto é escondido pelo noticiário nacional. Como 2014 será ano de eleições para a Presidência da República, governos estaduais, Câmara dos Deputados e 1/3 do Senado Federal, é absolutamente previsível que o velho ímpeto golpista/midiático venha a recrudescer absurdamente, até porque as tentativas caprichosamente urdidas em 2013 não refletiram nas pesquisas de opinião. Caberá à cidadania brasileira redobrar a sua vigilância, avançando ainda mais na maturidade assinalada durante o ano passado. Como nunca, este é o momento de demonstrar que os interesses nacionais estão acima dos objetivos partidários e eleitoreiros. Fazer a melhor Copa do Mundo em 2014, por exemplo, é um objetivo brasileiro do mais alto nível que deve ser abraçado por todas as militâncias, credos e cores. A carcomida elite golpista tentará melar o mundial como mais uma tentativa de sabotar o adversário eleitoral. Da mesma forma, esses mesmos grupos ?do contra? tentarão torpedear tudo de positivo que possa ocorrer no País, especialmente na economia e nos projetos sociais. Cabe aos brasileiros e brasileiras distinguirem o joio do trigo, votando soberanamente em quem acharem mais adequado para os cargos disponíveis ? mas sem, em nenhum momento, se deixarem levar pela tese que o pior para o Brasil possa ser melhor para seu candidato.

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