Opinião
Ver�o de novidades e tradi��es festeiras
Amanhã, 6 de janeiro, encerra-se o Ciclo Natalino. Retomamos ao tema, novamente chamando a atenção para a riqueza desse período de festas e solenidades que marca a cultura alagoana. Como se sabe, o Ciclo se inicia na véspera do Natal, 24 de dezembro e se estende até o Dia de Reis, refletindo uma linha de ligação entre as duas datas tidas como o nascimento de Cristo. Comemorado durante os primeiros séculos no dia 6 de janeiro, em 353 esta data é festejada pela última vez, oficialmente, como a Natividade; a partir de 354, por determinação do papa Júlio II, passa o nascimento de Jesus a ser comemorado no dia 25 de dezembro, data que até então era aniversário de Mitra, divindade pagã muito popular no império romano. Os primeiros migrantes europeus aqui chegados, vindos das entranhas do Portugal profundo, trouxeram consigo essa dupla lembrança: 25 (e sua véspera) de dezembro e 6 de janeiro, cravando uma dúzia de dias festivos em tributo ao advento do Messias. Puxando mais a brasa para a sardinha (ou carapeba) alagoana, reafirmamos que esse calendário festeiro pode, e deve, ser alongado de forma a envolver outra dupla de datas significativas para a história local: 5 e 9 de dezembro, este o dia da efetivação da Vila de Maceió à condição de Capital de Alagoas, em 1839, e aquele o momento da elevação do povoado ao status de vila, em 1815. Insistimos por ser de domínio público o fato de que a virada de ano, unindo os meses de dezembro e janeiro, é o momento mais forte para o fluxo turístico em Maceió, por conta da unidade entre o verão e as férias escolares. Se a estes atrativos naturais for acrescido uma agenda cultural de alto nível, não só o turismo será turbinado, mas a população da Grande Maceió poderá ser premiada com uma programação contínua de eventos desde 5 de dezembro até 6 de janeiro, no mínimo ? um mês de agitação saudável, entretenimento, arte, lazer e bons negócios, gerando emprego e renda. O impacto do festival Maceió Verão, em curso, comprova esse potencial. Para tal projeto fincar raízes e florescer basta apenas o poder público tê-lo como prioridade.