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Mais um sinal de alerta foi aceso para o governo Dilma Rousseff com a confirmação de que, em função da queda de 1% nas vendas de produtos brasileiros para o exterior, o resultado da balança comercial do Brasil recuou até seu nível mais baixo desde 2001, tocando assim um pouco do fundo do poço que marcou o final da gestão Fernando Henrique Cardoso. Desnecessário é listar os condicionantes que possam ter causado esta debacle. Existiram, é verdade, mas o mais importante ? independente de quaisquer considerações de cunho partidário e/ou eleitoral ? é reconhecer a indesejável e perigosa equiparação com os fiascos de FHC. Inegavelmente, os resultados do triênio Dilma Rousseff se afastam dos avanços registrados no período Luiz Inácio Lula da Silva. E isto é um problema maior para o Brasil, por ser evidente a utilização desses tropeços na campanha eleitoral em curso, ampliando as travas naturais à recuperação da economia. Não se deve ignorar o poder de manipulação da chamada ?grande mídia?; basta se prestar atenção aos releases divulgados pelas agências de notícias localizadas no eixo Rio/São Paulo. Todas são unânimes em circunscrever, seja nas manchetes, seja nas análises, o fato negativo (indiscutível) da queda histórica na balança comercial ao ano referência. E 2001 é invariavelmente citado e avaliado sem que seja escrito ? nenhuma vez sequer ? o nome do presidente de então. Quem era o presidente quando a balança comercial brasileira manteve-se, por mais de um ano, em resultados piores que os alcançados pela gestão Dilma Rousseff em 2013? Fernando Henrique Cardoso... Não se esconde o nome do presidente FHC por acaso. Oculta-se com o objetivo de esclarecer o óbvio: os resultados da administração tucana são inferiores aos piores resultados das gestões petistas. Isto não quer dizer que petistas estejam certos em tudo e os tucanos tenham errado totalmente enquanto ocupantes da Presidência da República. Ambos têm seus êxitos e suas falhas, méritos e deméritos; as duas siglas têm contribuições fundamentais para os rumos do Brasil contemporâneo, e analisa-los é essencial para a correção de rumos. Dissimular informações e ajustar análises a interesses eleitorais momentâneos, porém, é um pecado capital, um erro crasso.

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