Opinião
O frio real em tempos de aquecimento global
Mais uma vez, a natureza, em sua inclemência, desmente a indústria do aquecimento global. Contrariando novamente o apregoado pelos profetas do apocalipse escaldante, as temperaturas terrestres teimam em apresentarem-se como mais frias a cada ano. Enquanto no verão tropical o calor, apesar de rigoroso, continuou dentro do que pode ser considerada a normalidade história, no Hemisfério Norte foram batidos os recordes de frio. Especialmente Estados Unidos e Canadá foram castigados por um congelamento além do esperado no tradicionalmente nevado inverno dessas regiões. No Lago Michigan (proximidades de Chicago), a temperatura beirou siberianos -30º C (menos trinta graus centígrados). Os hospitais americanos ficaram sobrecarregados por pacientes com lesões causados pelo frio intenso. Na Costa Leste americana, foram assinaladas as menores temperaturas nos últimos decênios. Do Meio Oeste à Costa Leste da América do Norte, até o fim do ano, haviam sido documentadas 16 mortes, enquanto foram cancelados 3,7 mil voos devido ao péssimo tempo. Ao mesmo passo, uma onda de tempestades geladas assolou a Grã-Bretanha nas proximidades do Natal, cancelando e atrasando voos e afetando os sistemas de transporte terrestre (rodoviário e ferroviário). Na localidade de Surrey, a sudoeste de Londres, num único dia vários aviões foram virados de cabeça para baixo pela ventania. Em meio a isso tudo, a milionária indústria do aquecimento global manteve seus porta-vozes em silêncio. Inclusive, passou a padecer de mutismo o ex-vice presidente americano Al Gore, um dos baluartes da vigarice verde e ganhador de um suspeitíssimo Prêmio Nobel por seu estrelismo nesse tema. Verdade é que as mudanças climáticas são reais e muito interessa a toda a humanidade que sejam esclarecidas e equacionadas as tragédias ecológicas de nosso tempo. Mas isto só será possível quando a indústria de manipulação política global for arrefecida em seu ânimo retrógrado, no geral, voltado apenas para desaquecer a economia fabril nos países em desenvolvimento.