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Terror n�o � tema para brincadeiras

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Uma das mais sábias máximas da filosofia popular mundial, presente em várias línguas, inclusive no velho e bom português, ensina: ?Quem brinca com fogo acaba queimado?. Este é o caso de um jovem estudante brasileiro preso nos Estados Unidos sob a suspeita de terrorismo. Todas as evidências do caso apontam para uma brincadeira estúpida. Mas quando se trata de superpotências e traumas nacionais (globais, em verdade), não se pode brincar. Não se pode desculpar como ?criancice? e/ou ?ingenuidade? a iniciativa de forjar ameaças terroristas em países com chagas abertas por ações do terror. Quem decide fazer isso, em sã consciência, deve ter certeza de que será pego e de que passará por sérias dificuldades. Diz o noticiário americano que o brasileiro teria enviado duas mensagens, via dois computadores diferentes, ameaçando o próprio voo no qual embarcaria de volta ao Brasil. Francisco, de 20 anos, ao ser preso no Aeroporto Internacional de Miami, teria confessado em depoimento que ?queria verificar se as autoridades identificariam o remetente das mensagens?. Identificaram. Como o mundo todo está farto de ser avisado (mesmo antes do inconfidente Edward Snowden), os cidadãos do mundo inteiro estão sob permanente vigilância pelos serviços nem tão secretos assim dos Estados Unidos. O que você escreve via internet, em qualquer lugar do globo, está disponível para as agências de espionagem (e não apenas as americanas). Não existe opção de uma frase, mesmo uma palavra, suspeita de sugerir algum ato terrorista, não ser percebida e rastreada. Este comentário mesmo, ao trafegar pela internet, será notado e seus autores, identificados antes mesmo de ser publicado. Se destas linhas algum tipo de incentivo ao terrorismo for avaliado, consequências advirão, mais cedo que tarde ? pois, neste campo, quem foi vítima não vacila e prefere errar por excesso que pecar por comedimento. Então, não brinque com fogo, sob nenhuma hipótese. O mínimo que pode acontecer, também vaticinado pela filosofia popular, é o brincante ?acordar mijado?.

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