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Quando o poder de ser insaci�vel � incontrol�vel

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Chama a atenção o imbróglio em torno da aprovação do orçamento do Estado. A peça orçamentária, como diria filosofia popular, tem ?rodado mais que pitomba em boca de velho?. Gira para um lado, para outro... e não sai do lugar. Para não deixar a opinião pública ainda mais curiosa sobre esse embolamento, a Casa de Tavares Bastos tem justificado a não votação da Lei Orçamentária Anual pela pressão das entidades sindicais interessadas em ver incluídas no documento suas reivindicações específicas. Faz sentido, mas está longe de ser a única, sequer a principal, trava à aprovação da LOA. Não é impossível que a LOA esteja até votada e aprovada quando você estiver lendo este comentário. Quem sabe? Afinal, as coisas também voam de repente naquela casa. Mas, independente do andar da carruagem, é loa (no significado popular) qualquer outra justificativa que, direta ou indiretamente, passe ao largo do aumento do famigerado duodécimo daquele poder sempre tão encalacrado com as contas mensais. Mais e mais dinheiro para os depauperados cofres legislativos, além de ser reivindicação permanente, está reafirmada como questão vital e atual desde o inexplicável atraso dos salários dos servidores, conforme denunciado pelo sindicato da categoria na virada do ano. Não há como o principal suspeito pela demora na aprovação do Orçamento não ser a luta renhida por um aumento de gordura no já adiposo duodécimo legislativo. Oxalá esteja tal suposição completamente equivocada e, ao contrário, estejam os nobres deputados a pleitear por uma redução nos valores astronômicos que o Estado lhes repassa mensalmente. E as mesas diretoras, que estavam e a que está no poder, em uníssono, cobram a mesma solução: mais dinheiro. Aí está uma bandeira de luta em torno da qual a sociedade deveria se unir: redução, já, para o dispêndio do Poder Legislativo em Alagoas! Quantos deputados e/ou deputadas esposam esta tese? Quantas candidaturas à Casa de Tavares Bastos, no pleito deste ano, defendem essa consigna tão simples e clara? Enquanto tais perguntas não amealham respostas, enquanto rolam na Justiça os processos como a quase esquecida Operação Taturana, as coisas seguem como dantes no quartel de Abrantes. Mais e mais dinheiro é a reivindicação insaciável. Até quando, ou até quanto, isto será tolerado?

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