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Voando para resolver problemas log�sticos

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Como não poderia deixar de ser, qualquer notícia sobre transporte aéreo atiça o estresse sobre o desafio representado por esse segmento vital quando da realização da Copa do Mundo no Brasil. Sem dúvida, este é um tema estressante, com ou sem torneio da Fifa. O estrangulamento do sistema aeroviário brasileiro é um drama de décadas naturalmente aguçado a cada ano pelo simples crescimento vegetativo da população. E o mais complicado é que, para além desse aumento natural do número de habitantes, a quantidade de usuários nativos do transporte aéreo sofreu um aumento exponencial por conta do indiscutível processo de inclusão social vivido pelo Brasil nesta última década. Muito mais brasileiros do que seria previsível há uma década usam, a cada ano, o avião. E o sistema aeroviário não se preparou para este aumento de demanda. Além disso, desde há muitos anos, é inegável a impressão de que o luxo e caros orçamentos teriam sido preferidos aos investimentos em aeroportos mais amplos e mais eficientes ? pode ser só impressão, mas? O fato é que, graças à Copa do Mundo, é que esse grave problema logístico está sendo encarado. Tocado às pressas, é verdade. Com certo atraso em várias obras, é certo. Da mesma maneira, é exasperante a demora em obras de mobilidade urbana (palavra virada ?hit? de um momento para outro). Mas a Copa e as Olimpíadas no Brasil são os principais, senão únicos, responsáveis pelo que está sendo feito e pelo que poderá vir a ser realizado nessas áreas estratégicas. Devagar ou não, pelo menos no tocante aos aeroportos e a um melhor planejamento do tráfego aéreo, algo finalmente está sendo feito. Comprova essa mudança de atitude a decisão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em autorizar 1.973 voos extras durante o período da Copa do Mundo. A coisa está andando. O problema é que precisamos voar. E a hora de intensificar os esforços é agora. Esta é a derradeira oportunidade para se equacionar velhos problemas logísticos brasileiros, a começar pelos caminhos aéreos. Simultaneamente, iniciativas inovadoras em termos de trânsito nas cidades-sede deverão ser implantadas com urgência, pois o tempo das obras físicas já passou. Mas sempre é hora de se exercitar a inteligência.

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