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Corte na esperan�a de moraliza��o de um poder

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Espera-se que, ao fim e ao cabo, não seja confirmado o anunciado corte, feito pela Assembleia Legislativa, no orçamento do Ministério Público Estadual para 2014. Esta subtração, proposta ainda no calor do aperto dado pelo MP nas suspeitosíssimas contas da Casa de Tavares Bastos, assume proporções políticas estranhas à cidadania por deixar evidente uma vindita do poder investigado (por repetidas falhas) contra a instituição investigante. Pode assim não ser. Uma infeliz coincidência, ou mesmo informação distorcida levada até a mídia, pode ter causado essa impressão lamentável. Melhor será se assim, nos momentos seguintes, a coisa se esclarecer. Pelas contas realizadas pelos técnicos especializados, o MP teria perdido R$ 16 milhões de sua parcela de participação no orçamento estadual. Observações de quem entende do assunto foram publicadas no blog do jornalista Edivaldo Junior, na gazetaweb.com: ?A proposta inicial de duodécimo para o MPE era de R$ 124,3 milhões ? com alta de 14% em relação a 2013. Mantida a nova redação, fruto de emendas, o MPE não poderá dar aumento a seus servidores nem contratar novos promotores, como estava previsto, e ainda terá que adiar o investimento na construção de um novo prédio?. Em resumo, seguindo o mesmo acurado raciocínio, vê-se que ?os deputados tiraram R$ 16 milhões do MPE e botaram mais R$ 24 milhões para o Legislativo. Mantido como está, o Orçamento de 2014 do MPE cairá de R$ 124 milhões para R$ 108 milhões e o da ALE vai aumentar de R$ 151 milhões para R$ 175 milhões?. Além de queda, coice: o combalido prestígio da Assembleia Legislativa sofre, se confirmadas essas contas, duplo dano, pois não só é condenável o corte no orçado para o MP, como mais chocante ainda é a proposta de aumentar ainda mais o já incrivelmente adiposo duodécimo do Legislativo alagoano. Trata-se de um múltiplo despautério. Mas ? quem sabe? ? os dias seguintes podem eliminar este tremendo mal-estar cidadão. Mas, pelo andar da carruagem, mesmo (talvez por isso) às vésperas das eleições que renovarão os mandatos na Casa de Tavares Bastos, sua mesa diretora e a maioria de seus integrantes confirmam que não dão a mínima para a opinião pública.

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