loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 29/07/2026 | Ano | Nº 6277
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

A DITADURA DO MERCADO

Ouvir
Compartilhar

Segundo a entidade Oxfam International, um grupo de 85 pessoas mais ricas do mundo concentra a fortuna equivalente aos 3,5 bilhões dos indivíduos mais pobres do planeta, sendo que 1% da população mundial detém a metade da riqueza produzida ou seja, 110 trilhões de dólares. Esse pode ser considerado um balanço macabro, principalmente sobre as duas últimas décadas em que reinou inconteste a nova ordem mundial, a doutrina neoliberal produzindo um brutal processo de concentração de capital e renda jamais presenciado em épocas anteriores. O reinado absoluto do rentismo, as contradições sistêmicas surgidas provocaram uma sequência de crises econômicas, sendo que a última delas veio à tona em 2008 com a quebra fraudulenta dos grandes bancos norte-americanos, socorridos pelo governo dos EUA na era Bush, depois pelo presidente Obama sob o argumento que eram ?grandes demais para quebrar?. Essa crise financeira espalhou-se pela economia mundial atingindo a todos, gerando uma onda de choques, provocando o desemprego de centenas de milhões de assalariados, levando à falência setores do comércio, indústria, principalmente nos países desenvolvidos, especialmente no continente europeu e nos Estados Unidos. O remédio ?amargo? prescrito foi a recessão, cortes nos investimentos públicos atingindo os assalariados, classe média dessas nações que se viram sem as históricas conquistas sociais adquiridas após a 2ª Guerra Mundial. Para que a nova ordem mundial pudesse impor aos povos tal espoliação, subordinaram os organismos internacionais aos ditames do capital rentista à força hegemônica da maior potência militar da Terra: os EUA, que agem como a guarda pretoriana do mercado, da ?Governança Mundial?. Daí a grande mídia global associada ao rentismo passou a exercer o papel de mentora ideológica da ordem neoliberal, formatando a ditadura do mercado, num cenário de desorientação geral, ameaças à identidade cultural dos povos, aumento da criminalidade, guerra de rapina dos recursos não renováveis dos países, o bilionário negócio global do narcodólar. Como nada indica a contenção da voracidade do capital rentista nem o declínio da crise financeira, cabe ao Brasil nesse cenário geopolítico adotar novas medidas em defesa da sua economia, integridade territorial, da própria soberania nacional.

Relacionadas