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Reacendida a esperan�a de paz e desarmamento

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No sempre conturbado cenário das disputas internacionais, uma centelha de esperança volta a brilhar das articulações entre o Irã e os Estados Unidos. A distensão entre a superpotência e a antiga Pérsia interessa a todo o globo, à exceção de poucos, porém significativos, belicistas que sempre apostam na guerra desbragada. A retomada do tom civilizado nas discussões sobre o acordo nuclear dos Estados Unidos (e das potências ocidentais) com o Irã é uma alvissareira afirmação do bom-senso em substituição à fraseologia tresloucada que teve no ex-presidente iraniano um de seus mais expressivos bufões, para gáudio da diplomacia armamentista e da mídia internacional comprometida com os interesses dos senhores da guerra. Os atuais avanços, confirmados pela retórica sóbria do atual presidente do Irã, Hassan Rohani, reafirmam a importância da missão anteriormente coordenada pelo então presidente brasileiro, Luiz Inácio da Silva, e pelo primeiro-ministro turco, Tyyiq Edorgan, quando incentivados por Barack Obama, lograram êxito em contornar a arrogância de Ahmadinejad e reabrir as portas para a negociação sobre a questão nuclear iraniana, segundo os parâmetros básicos colocados pelos Estados Unidos. Infelizmente, o sucesso da investida chocou os poderosos promotores da guerra e o establishment diplomático que pressionaram tremendamente o presidente americano, forçando-o a renegar a solicitação feita a Lula e Edorgan, torpedeando o que teria sido um grande avanço pela paz. Três anos depois, o caminho aberto por Lula e Edorgan foi reaberto por uma articulação reservada entre a Casa Branca e Teerã. Essa trilha para a paz continua sendo bombardeada pelos inimigos de sempre e não está livre de acidentes e, principalmente, incidentes deliberados, em seu percurso, mas o mundo vive um momento de esperança. Manter acesa a chama da paz nunca foi tarefa simples, dado o gigantismo dos interesses envolvidos na via conflituosa, onde o instinto da guerra é alimentado pelas ambições geopolíticas, pelo poder econômico e pela indústria de armamentos (que precisa dar saída em seus estoques, é evidente). Por tudo isso, apostar na diplomacia pacifista continua sendo essencial para o mundo.

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