loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Um velho problema urbano que se alastra

Ouvir
Compartilhar

Com a descoberta, na parte alta de Maceió, de novas ligações clandestinas de esgotos domésticos na rede de coleta de águas pluviais, ficou comprovado que esse vício criminoso não se restringe às áreas da orla. Esta prática deletéria objetiva unicamente a ?economia? de alguns irresponsáveis em prejuízo da saúde pública, inclusive ? em muitos casos ? dos próprios autores dessa proeza, posto também essas pessoas viverem nos próprios perímetros contaminados. Buscam os autores desse tipo de infração uma saída aos indispensáveis investimentos com o saneamento de seus lares. Ao invés de construírem fossas sépticas, onde esse tipo de obra for possível, ou de solicitarem ligação à rede de esgoto doméstico, onde esse tipo de equipamento esteja disponível, os contraventores simplesmente conectam suas descargas domésticas ao sistema de coleta de águas pluviais. Graças a este tipo de falcatrua, não raras as vezes, fezes escorrem a céu aberto, em áreas nas quais bocas de lobo regurgitam suas vias usualmente entupidas pela igualmente irresponsável prática de atirar lixo às ruas. O quadro é medieval, no pior sentido da palavra. A imundície parece ressurgir como traço da incivilidade urbana em pleno século 21. A expansão dessa chaga para toda a cidade representa um grave problema, ainda maior que os já graves prejuízos que aqueles manifestos nas áreas turísticas, como as orlas (aí inclusas as margens das belas e menosprezadas lagoas), marcando essas áreas magníficas com a parte exposta da rede pluvial convertida em cloaca pestilenta em explícitas e desavergonhadas poluições ambiental, visual e sanitária. Nos bairros distantes da orla e, especialmente, nas áreas de menor poder aquisitivo, esta é uma tragédia alagoana tão silenciosa quanto perniciosa. Desarmado, lamentavelmente pela via judicial, da utilização da arma mais eficiente para este combate ? o ?tamponamento? ?, de efeito indiscutível particularmente junto aos grandes infratores, o poder público dispõe de parcos recursos para enfrentar este problema à altura. Mas até por isto se faz necessária uma ação fiscalizatória mais agressiva e a adoção de penalidades diretas, como multas adequadas e duras, previstas em legislação específica que, talvez, deve ser revista e ampliada.

Relacionadas