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Momento de enfrentar os desafios al�m das elei��es

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Falando para o principal auditório, lotado, do Fórum Econômico Mundial, Dilma Rousseff proferiu um discurso considerado ?moldado sob medida para uma plateia formada por empresários e investidores?. A fala da presidente, conforme esperado, focou no compromisso de combate à inflação, rigor nos critérios da responsabilidade fiscal e reafirmação do empenho na abertura brasileira aos investimentos privados ? aí sendo destacadas as Parcerias Público-Privadas, as famosas PPP. Segundo os (poucos) analistas menos comprometidos com o viés eleitoreiro aguçado neste ano, o pronunciamento da presidente ?agradou, mas não entusiasmou?, aos interlocutores internacionais. Certamente, a maioria deles, escolados de outros carnavais, percebia a sombra da mediocridade dos resultados brasileiros que marcaram os tempos de FHC. Ninguém confessaria, mas a impressão nítida é de que todos sentiam saudades do tom de Luiz Inácio Lula da Silva e sua retórica, às vezes pontuadas com alfinetadas nem sempre discretas, sempre afinada com bons resultados da economia brasileira. Mas os tempos são outros, os condicionantes e os desafios são distintos de uma e outra conjuntura. E, apesar dos números pouco expressivos, o Brasil ainda não baixou-se novamente aos patamares do antecessor de Lula. Mas é preciso reagir. Indubitavelmente, Dilma aterrissou em Davos, no quarto ano de seu mandato, devendo saldos mais positivos em mais de uma conta. Os investidores e estrategistas mais influentes no mundo não deixariam passar isso em branco e redobram suas atenções e seus cuidados. Até porque, nosso país continua sendo uma ótima aposta, mesmo tendo registrado evolução menos pujante que seus colegas de Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Em verdade, o mundo não vive momento fácil, apesar da recuperação parcial dos Estados Unidos, e até a incrível economia chinesa pisou um pouco no breque, mesmo mantendo, folgada, a pole position. O Brasil continua merecendo o respeito da grande economia globalizada, embora venha colecionando críticas ? inclusive, várias procedentes. Recuperar-se é o nosso desafio, assim como nos desafia a necessidade de, mesmo sob um ano eleitoral (eleitoreiro), recolocar a máquina nos trilhos.

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