Opinião
...e os �ndios estiveram com os deputados
Esta Gazeta trouxe na edição de ontem, amplas matérias, com chamada em manchete e foto na primeira página, sobre os acontecimentos ocorridos durante a sessão da Assembleia Legislativa alagoana realizada no dia anterior, quando foram aprovados projetos contemplando os integrantes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e a categoria de delegados da Polícia Civil. Na fotografia, vemos um grupo de índios Xucuru-Kariri, reunido com deputados. A presença dos membros da comunidade indígena oriundos do município de Palmeira dos Índios na Casa de Tavares Bastos foi, sem dúvida, um dos fatos mais significativos e surpreendentes neste ano na vida do estado. Por vários motivos, sendo o principal o assunto discutido no mesmo encontro: o pedido de ajuda aos deputados para a conclusão das obras de reforma de uma escola para mais de 250 crianças iniciada já há bastante tempo. Este é, certamente, mais um dos incontáveis problemas existentes em vários setores, e com maior gravidade no campo do ensino da rede estadual, que têm gerado denúncias e manifestações de protestos das comunidades prejudicadas e interferências de instituições da sociedade civil organizada. Os próprios Xucuru- Kariri, surpreendendo autoridades e servidores públicos, em decorrência da falta de atendimentos às suas reivindicações já insistentes e cansativas, decidiram ocupar a sede da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte em Maceió, junto com os apelos. A Assembleia Legislativa Estadual tem quase dois séculos de existência e é provável que umas das raras vindas de índios ao casarão mais movimentado e produtivo em ocorrências na área política da Praça D. Pedro II foi a que aconteceu no primeiro dia útil desta semana, devido ao fato de o governo do Estado continuar administrando lentamente. Sobretudo quando se trata dos segmentos mais carentes da população. Torcemos para que, desta feita, as nossas comunidades indígenas tenham suas crônicas necessidades atendidas em todas as áreas. Principalmente a de Palmeira dos Índios, que, segundo estudo do conhecimento do governo do Estado desde 2012, ocupa sete diferentes glebas de terra e tem a regularização fundiária entre suas reivindicações mais antigas e surgem buscando até o fim de questões mais simples como a reforma de uma escola.