Opinião
ROLEZINHO
A chefe da Secretaria de Direitos Humanos (SDH),da Presidência da República, que tem status de ministro, dona Maria do Rosário, defendeu em Porto Alegre, num rompante de demagogia pura (estamos perto das eleições), aquele encontro de jovens que ocorreu em shopings, ao argumento de que teria havido discriminação. Não seria caso de polícia, afirmou. De seu turno, uma outra demagoga, a ministra da Cultura, divergindo um pouco (tem formação de psicóloga), manifesta-se curiosamente sobre o assunto e declara: ?os rolezinhos devem impactar na política do Ministério... Estamos avaliando como fazer...Tem que pensar o novo... E o novo não sabemos qual é ? (grifei). E lança conceitos próprios de quem nada sabe acerca do ?fenômeno?. Porém alega que a juventude compra tênis de marca, mas não vai a um cinema. Mesmo assim, promove um novo Vale: o da cultura. Façamos uma análise ainda que superficial dessas posições e não teremos outra conclusão: um país que tem a desdita de abrigar em postos importantes, pessoas desse posicionamento e conceitos aleatórios, jamais poderá ser intitulado de desenvolvido! Ora, como acreditar em manifestações desse jaez, se as duas personalidades estão há tempo ocupando tais Pastas e ainda não têm projetos executados e não sabem o caminho a ser seguido pelos jovens? A propósito, leio significativo artigo do jornalista e escritor Helder Caldeira, intitulado ?Rolezinhos? de cínicos, fazendo uma indiscutível indagação: ?Em que planeta a ?alta demanda por cultura e lazer?, pode servir de combustível e justificativa à baderna, ao vandalismo, à bandalheira e ao descalabro??. Arrisco, modestamente, um pequeno conselho: ?Ministras?, falem menos e trabalhem com objetividade. Exerçam a influência e o prestígio de que desfrutam perante nossa ?gerentona? Dilma, podendo propor: redução do número de ministérios e de órgãos no mesmo nível, improdutivos; menor gastos com os aloprados Cartões Corporativos com rubricas secretas; redução de embaixadas pagas em dólares, em países sem quase ou nenhuma importância sócio-econômica-cultural para o Brasil; emprego últil e bem fiscalizado da montanha de dinheiro arrecadado (um trilhão e duzentos bilhões); formação de jovens com sustentabilidade desde o Ensino Básico; apoio à atividade importante do agronegócio; manutenção de escolas com seus turnos ocupados verdadeiramente e uma merenda escolar de fato nutritiva e permanente; uma saúde ao alcance de todos, com hospitais e corpo técnico bem equipados e remunerados satisfatoriamente; boas estradas e suficiente segurança da população. Desenvolva a indústria e acelere a exportação. Ao meu sentir, pelo menos se tais itens forem mesmo concretizados, os ?Rolezinhos? sairão da rotina e as eminentes ?ministras? deixarão de soltar frases desconexas e, com relação a dona Martha Suplicy, ?não se relaxa mais e nem se g...?.