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Solu��es demoradas e a nova greve

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O governo do Estado, por meio do titular, segue no costume de não cumprir os próprios compromissos assumidos, antes e já no decorrer de duas gestões. A falta de cumprimento de acordos, promessas e propostas têm ocorrido com maior frequência sempre que diversas categorias de servidores públicos surgem lutando pela manutenção de direitos, melhorias dos vencimentos e das condições de trabalho. Daí as expectativas com temores de nova greve numa das áreas mais importantes da administração pública: a da medicina forense. E pelo que noticiamos na edição de ontem, os profissionais do setor dificilmente não se juntarão em mais uma paralisação movidos pelo descontentamento e pela frustração decorrentes do sequenciamento do que chamam de desvalorização profissional, bem como dos baixos salários e mais a falta de estrutura das respectivas e poucas repartições públicas no Estado prestadoras desses tipos de serviços. Conforme disse o presidente da Associação Alagoana dos Peritos Criminais (AAPC), nada do que competia ao governo do Estado para ser executado e transformado em melhorias para a classe foi cumprido, diferente da contrapartida da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Como informamos, com base nas declarações do líder classista, se a ameaça se concretizar, o atendimento no local do crime, recolhimento e liberação dos corpos e a expedição do atestado de óbito ficarão prejudicados. Lamentavelmente, tudo isto acontece como se para as pessoas, começando do gabinete do governador, não bastassem os transtornos e uma série de outros efeitos drásticos dos vários dias de paralisação dessas mesmas categorias, em 2012, pelos mesmos motivos alegados agora, poucas horas antes do lançamento do Plano Nacional de Segurança Pública no Estado que passou a ser um mais violentos do mundo nos últimos anos. O que vimos, então, foram registros de fatos e cenas os mais lastimáveis e vergonhosos, quando muitos corpos demoraram a ser liberados devido à falta de documentação e do reconhecimento das vítimas pelos familiares.

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