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Opinião

Horror e medo

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A barafunda que está ocorrendo com o sistema financeiro do País somente se presta para comprovar os desacertos destes últimos anos, quando, inconcebivelmente, o Brasil ofereceu as ?mãos abertas? à ganância das forças econômicas, internas e externas, ávidas para abocanharem fatias colossais da economia nacional. Os políticos, empresários e economistas, equilibrados, desejosos de que o Brasil se tornasse potência econômica, capaz de concorrer com nações ricas, já previam, quando assessores do Planalto lutavam pela aprovação do Sivam, a preços alarmantes, ou, ainda, pelo exagero dos bilhões de reais do Proer, que tudo isso seria o absorvente final dos recursos do Tesouro Nacional. Com a eleição do novo governo de características diametralmente opostas ao neoliberalismo, e, até agora, sem deixar transparecer, efetivamente, qual a linha que irá adotar para controlar o sistema financeiro do País, os atuais governantes, receosos de medidas drásticas, destinadas a apurar os seus desmandos econômicos, já não sabem mais o que fazer para evitar a hiperinflação que toma corpo de forma galopante. Não adiantam as conjecturas de economistas, contratados pelo próprio governo, tentando enganar a população com promessas de que se trata apenas de uma ?bolha inflacionária? que logo irá estourar. Na verdade, quem sabe o tamanho dessa ??bolha? são chefes de família, homens e mulheres trabalhadores que não conseguem mais colocar o mínimo de alimentos nas suas cestas básicas que levam para os filhos. Isso tudo também é o resultado da reeleição presidencial, quando a Nação foi obrigada a despender somas bilionárias para agradar a alguns congressistas da época, eleitores da Emenda. É, igualmente, o reflexo dos artífices das privatizações deficitárias, aplicadas na grandiosidade do patrimônio brasileiro, levando de roldão as teles, as energéticas, as siderúrgicas e outras empresas de rentabilidade comprovada. Agora, como diriam os que vieram no tempo dos engenhos de açúcar, ?nem mel, nem cabaça?. O Brasil, que vai ser entregue à nova administração, está se vendo no espelho de uma Argentina de ?curralitos?, porém sem o preparo e a educação do povo daquele país, para vencer uma crise idêntica ou pior. Sem dúvida alguma, FHC e os seus companheiros têm absoluta razão para estarem temerosos das ações fortes do novo governo. Daí o desejo ardente de FHC para ganhar a senatoria vitalícia e o foro privilegiado. Sem isso, a ?casa? cai.

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