Opinião
FAIXAS AZUIS
Abordaremos neste espaço tão democrático que a Gazeta nos concede as chamadas faixas azuis, como as apelidaram. Foram devidamente pintadas ao longo da Avenida Fernandes Lima para, segundo a municipalidade, demarcarem zonas exclusivas de tráfego dos coletivos das diversas linhas de ônibus que circulam naquela problemática avenida. É mais uma tentativa de facilitar o fluxo dos ônibus, reduzindo seu tempo de passagem em benefício do tão sofrido usuário que deveria chegar mais cedo ao trabalho ou em sua casa. A dúvida que se tem é: será que vai dar certo? Achamos temerário responder afirmativamente, senão vejamos. A forma que os veículos saem da Fernandes Lima sempre é pela direita. Suas inúmeras transversais em muitos casos são tão próximas que teremos várias interferências entre os diversos tipos de veículos que se destinariam a outros lugares. Cabe agora outra pergunta: vão ou não perseguir a implantação do famoso projeto do VLT (Veículo Leve sobre Trilho) ligando a estação projetada na Rua Ambrósio Lyra ao aeroporto? É, pelo que se sabe, um projeto audacioso e com amplas possibilidades de êxito. Suas linhas serão implantadas de um lado e do outro do trajeto pelas faixas vizinhas ao canteiro central, possibilitando estações de embarque e desembarque em menor número e racionalmente dispostas. Acreditamos que numa primeira fase de sua implantação poder-se-ia colocar as nossas faixas azuis juntas ao canteiro central. Dessa maneira, poderíamos antes do VLT ter o uso de outra forma de transporte como o já conhecido e consagrado BRT (Bus Rapid Transit). Ultimamente, muito se tem falado e discutido sobre alternativas de aberturas de ruas que minimizem a lentidão do trânsito e seus consequentes engarrafamentos. É a desastrosa opção do transporte individual que se adotou desde os tempos de JK, secundados por todos os seus sucessores, sendo agravada com a ?bondade? do governo central reduzindo o IPI para os carros. Cresceu geometricamente o número de veículos circulantes e as ruas são quase as mesmas. Maceió não ficou atrás. Já se nota em todos os bairros que trafeguemos o número crescente de congestionamentos. Soluções são buscadas e muitas delas dependem do esforço comum dos governos federal, estadual e municipal. Planejamento não tem havido. O governo do Estado deu as costas à sua cidade sede. Briguinhas miúdas tiveram como consequência a interminável Avenida do Vale do Reginaldo. Abandonou a AL-101 Norte à sua própria sorte quando a cidade se desenvolve naquele sentido e os investimentos também.