Opinião
Por falar em mortes violentas...
O número de vítimas de assassinatos no Brasil, e principalmente no território alagoano, já supera os de outros países, incluindo os mais diretamente atingidos pelos efeitos das guerras. Consequentemente, o nosso país, conforme publicou-se na ocasião das primeiras notícias sobre os dados do Mapa da Violência 2011 ? Os Jovens do Brasil, passou a ocupar a sexta posição em homicídios no mundo, atrás de países de economia bem mais fragilizada que a nossa, como Tailândia, Cazaquistão, Nicarágua e Paraguai ? e outros palcos de grandes conflitos internos, como Albânia e Croácia. Nos últimos anos, passamos a figurar na relação das regiões recordistas mundiais em mortes por armas de fogo, cujo controle maior, juntamente com outras medidas de proteção da população em geral, como muitas que faltam ser colocadas em prática para uma melhor qualidade das investigações indispensável à garantia das devidas punições, será cada vez mais difícil com motivos de insatisfações nas corporações da área da segurança pública. Que persistem na nossa Polícia Civil, com o sindicato mantendo a chamada operação padrão, tipo de iniciativa que não deveria sequer ter sido iniciada diante dos crescentes e graves problemas que vêm sendo registrados em nosso estado, sobretudo. Se continuarem assim, sem atendimento às reivindicações justas, como vêm justificando e defendendo, os policiais civis alagoanos dificilmente não conduzirão as manifestações de protestos por mais alguns dias ou semanas, tornando mais complicadas as ações cada vez necessárias, em qualidade e abrangência, que já devem ser causas de maiores preocupações do governo do Estado em relação ao carnaval. Os novos atos de protestos promovidos por esta categoria, a exemplo da passeata que percorreu as delegacias em Maceió, na última quinta-feira, podem resultar em mais uma greve que não deveria ser deflagada. Principalmente em épocas como esta, de festividades carnavalescas.