Opinião
A MATAN�A CONTINUA
A violência continua a assustar a população de Alagoas, aliás, do Brasil. Ao pegar os jornais, logo pela manhã, invariavelmente somos atraídos pelas manchetes anunciando a selvageria realizada na véspera. Sós ou acompanhados de multidões, saem sempre alguns cadáveres, vítimas dos criminosos pertencentes a grupos instituídos por facções que nos parecem, às vezes, organizadas com fins políticos, já que as eleições se aproximam e tudo vale para assustar os eleitores tolos e os sábios. Muitas vezes, são mesmo inspirados pela cobiça e pela desordem. Não admira essa brincadeirinha infeliz de destruir vidas, num país onde o policiamento parece história de Trancoso! Como pode uma cidade, mesmo pequena, ser guardada por dois policiais? Aliás, mesmo em Maceió, a capital, raríssimas vezes, encontramos guardas nas ruas garantindo a segurança dos indivíduos ou do comércio. Sobretudo, à noite. A mídia nos informa, diariamente, dos luxuosos acontecimentos sociais realizados pela cúpula governamental e sobre os gastos com os absurdos Cartões Corporativos, usados pelas autoridades sem controle. E as corrupções escandalosas ainda continuam! Não pode mesmo sobrar grana para as medidas que garantam o bem-estar dos brasileiros. Só nos cabe pagar impostos ou sermos crivados de leis absurdas. Quanta nobreza no auxílio aos larápios para pagarem as multas do mensalão! Imaginem o que não lucraram sob o patrocínio dos mesmos quando estavam no poder! É emocionante tanta bondade. Garanto que não dariam um tostão para beneficiar o alfabetismo e a saúde dos necessitados. Os sabidões ainda saem com um ar de deboche, vitoriosos! É, realmente o povo merece isso por não saber votar em pessoas do bem. Onde estão os nossos líderes que enfrentaram os lobos do passado? Os Carlos Lacerda, os Rubens Vaz, os Roberto Marinho e outros? Onde está nosso Exército valente, glorioso, que tantas vezes nos livrou de governos irresponsáveis, com tanta seriedade e grandeza? Sou filha de militar, criei-me sob um Exército digno, corajoso, em quem se podia acreditar e entregar nossas vidas. Meu pai era severo, mas justo e bondoso. Tinha orgulho daqueles soldados com quem convivi. Eram chefiados por um militar graduado, valente, mas correto. Hoje, não há interesse em criar líderes do bem. A maioria dos populistas e esquerdistas que conhecemos quer, exclusivamente, a vitória de suas pérfidas ideias à moda de Cuba. Só fala em povo, mas, na verdade, quer mesmo é sufocá-lo dentro de seus tortos conceitos.