Opinião
Dados reais da inseguran�a
O atual governador do Estado declarou, na solenidade de posse ainda do ex-secretário da Defesa Social, coronel PM Dário Cesar, que o seu governo logo venceria a batalha contra a violência. Disse que ele, o novo titular do principal órgão da área da segurança, que sucedia ao primeiro, o delegado da Polícia Federal aposentado Paulo Rubim, não estaria sozinho. Na mesma ocasião, o próprio governante definiu como inaceitáveis os números dos assassinatos registrados em Alagoas já na primeira metade dos oito anos no cargo. Em 2010, ano anterior do aludido evento, o nosso estado apareceu com a maior taxa de homicídios no País, sem falar nas demais modalidades de delitos cada vez mais crescentes que têm contribuido para o agravamento das inquietações e medo da população, inclusive em relação à sua economia. E chegamos ao ano em curso mais temerosos com as mais recentes estatísticas relacionadas aos crimes aqui ocorridos. Como as que vimos no Mapa da Violência 2013, elaborado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), no qual Alagoas e Maceió são mantidos no topo com a maior proporção de homicídios no País, conforme publicamos na época. Como sabemos, são muitas e complexas as causas e consequências dos delitos penais, notadamente dos atos com mortes. E que também existem fatores que contribuem para esse crescimento que ninguém deseja ao inimigo. Os descasos, a falta de cumprimento de promessas de campanha, de compromissos assumidos com servidores públicos, mormente os de setores como o da segurança pública, da parte do governo estadual, estão entre os fatores mais agravantes dos males que acabamos de citar com alguns números. O mais oportuno, atualizado e amplo estudo dos mais recentes, relacionados aos problemas estruturais e outras carências nas instituições da segurança pública do nosso estado, esta Gazeta acaba de disponibilizar à população em geral, com o Caderno Especial que publicamos domingo último. São textos e fotos que esclarecem os efeitos da ausência de decisões e intenções governamentais eficazes e indispensáveis em prol de toda a coletividade alagoana.