Opinião
Projetos oportunos
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) anunciou recentemente, através de seu presidente, deputado Armando Monteiro, a decisão de trabalhar em projetos de capacitação de jovens para o primeiro emprego e de apoio para a criação de áreas de lazer, esporte e cultura. Eles serão destinados aos adolescentes da periferia dos grandes centros urbanos com risco de marginalização e deverão ser implementados em parceria com o governo. Só para desenvolver o programa de capacitação de jovens para o primeiro emprego, a CNI estima um gasto total de R$ 312 milhões por ano, suficientes, segundo ela, para o treinamento de 325 mil jovens a cada exercício. Já para a ação integrada de educação, saúde, lazer, esporte e cultura, os gastos anuais poderão chegar a R$ 120 milhões e contemplar 100 mil adolescentes. Monteiro também garantiu que a CNI oferecerá ao governo eleito toda a infra-estrutura e tecnologia desenvolvidas pela rede social do Sistema S, formado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). E deseja já saber do novo governo qual a diretriz principal do seu projeto no campo social para também direcionar os cursos oferecidos pelo sistema. Esta não deixa de ser uma das melhores notícias para o País, a poucos dias do início da administração do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, que tem reiterado a disposição de priorizar o social, mediante a implementação de projetos como o Fome Zero e de outras providências. A exemplo de cursos destinados a alfabetizar cerca de 47 milhões de jovens e adultos nos próximos 5 anos a um custo de R$ 7 bilhões. E deve servir de estímulo a outros segmentos, além de merecer o apoio de toda a sociedade brasileira. Por menor que seja a contribuição dos governantes, dos demais homens públicos, de cada cidadão para projetos como esses, o País estará alargando os passos no sentido de se livrar de suas antigas e mais recentes mazelas, entre as quais as terríveis desigualdades acentuadas por uma série de problemas. Principalmente, a fome e o desemprego, que, por sua vez, têm contribuído para alimentar os assustadores índices de criminalidade que atingem de forma mais drástica a parcela mais carente da população. Sobretudo, os seus segmentos mais jovens.