loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

AVENTURA EM XANGAI

Ouvir
Compartilhar

Desde a adolescência, tenho grande curiosidade sobre a China. Li quase todos os livros da escritora americana Peal S. Buck, Vento Leste, Vento Oeste; A Boa Terra (Prêmio Pulitzer e Nobel de Literatura), que viveu muitos anos em Xangai fazendo com que a misteriosa China se tornasse compreensível aos olhos dos povos ocidentais. Xangai floresceu às margens do Rio Yantzé, onde foram implantados dez imensos terminais, formando o maior porto de cargas do mundo. O tráfego de navios de todos os calados é tão intenso que a Marinha chinesa estabeleceu rigorosa mão e contramão, evitando o risco de grandes acidentes. A área metropolitana de Xangai tem vinte milhões de habitantes. Com intenso comércio entre o Oriente e o Ocidente, tornou-se um centro multinacional de finanças. Após um city tour visitando suas principais atrações turísticas, cheguei à noitinha ao hotel. Próximo à recepção, ouço o som de um piano. Fiquei ali curtindo. De repente, volto meu olhar para o lado e vejo duas chinesinhas me olhando. A mais alta, muito charmosa de cabelo Chanel, sofisticada. Ao me aproximar, sorriram. Convidei-as para tomar um drink. ? Não no hotel?, disseram. ?Táxi, táxi...?; entrando no banco de trás convidando-me a sentar ao seu lado. De surpresa, um elemento estranho senta no banco ao lado do motorista e o táxi parte em disparada. Rodamos uns dez quilômetros. Comecei a ver enormes guindastes, percebi que estávamos em área portuária, que à noite oferece sempre perigo. Acostumado a viajar sozinho pelos países mais estranhos nos cinco continentes, pensei: entrei numa ?fria?. Abruptamente, paramos num barzinho (éramos os únicos clientes), o ?garçom? serviu uma bebida semelhante ao saquê japonês. Tomei um gole e me animei a dançar. Ao voltar à mesa, peço a conta e fico surpreso com os trezentos dólares cobrados por apenas um drink. Proponho cem dólares, rapidamente um elemento coloca agressivamente o cotovelo na mesa de forma ameaçadora. Pago, tudo, ok. Peço que o motorista me leve de volta ao hotel, quando uma turma de uns dez chineses trocando empurrões cercam o carro exigindo gorjeta. Que sufoco! Pego um maço de pequenas notas de um dólar e jogo para o alto formando o maior ?fuá? e desapareço milagrosamente na escuridão da noite. Um funcionário do hotel me confidencia que aqueles elementos precisam de moeda forte para fugir via Hong Kong para os Estados Unidos.

Relacionadas