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Opinião

QUAL O NOSSO CAMINHO?

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Os recentes acontecimentos não deixam qualquer margem a dúvidas. Pobre Venezuela. Vítima de um governo populista e incompetente, amarga agora a violência da sua própria falência. Chávez nunca foi o que desejou ser, jamais acertou em suas medidas, e a única ação de seu governo que parecia estar dando certo, o aumento do poder aquisitivo de parcela da população pobre, está se esvaindo diante da crescente inflação. Esta é uma lição que temos a lamentar e, principalmente, aprender. Não existe almoço grátis e o Estado não é, e jamais será, um provedor de felicidade. Não defendo aqui o Estado mínimo, mas deploro a ideia do Estado intervencionista, empreguista e governado por demagogos que desejam apenas e tão somente usufruir do poder para si e agregados, pois esta é uma realidade que não podemos esquecer. A Argentina, coitada, parece estar indo no mesmo caminho, e não fosse sua capacidade agrícola estaria na mesma barafunda. E nós? Aparentemente, ainda nos mantemos, mas não podemos esquecer que as dificuldades estão batendo na nossa porta. Uma economia voltada exclusivamente para o consumo de parcela de sua população não gera riqueza, gera débitos e mais débitos calcados em empréstimos que um dia não se sustentarão, mesmo que fornecidos por bancos estatais. A presidente Dilma discursou em Nova York e na Suíça, mas os donos do dinheiro pouco lhe deram crédito, pois suas ações aqui estão em sentido contrário ao que ela afirma lá fora. Não sei por que cargas d?água ela mantém o Mantega, e não sei por que acredita que a economia deva ser gerida como se estivéssemos nos anos 50 ou 60, isso para não falar nessa admiração atávica e improdutiva por Fidel Castro. Afinal, para que emprestar (se é que um dia vamos receber de volta) tantos bilhões para Cuba construir um porto enorme quando a ilha produz basicamente açúcar, sendo nosso concorrente? Afinal de contas, depois de praticamente 12 anos de governo e muito dinheiro do PAC, continuamos sem infraestrutura para escoar nossa crescente produção agrícola, essa mesma que os sem-terra tanto criticam e é a responsável por salvar nossas contas externas. O ano é de eleição e não acredito que o atual governo ganhe já no primeiro turno, mas isso não tem importância. Pouco importa quem ganhe, desde que governe com decência (chega de larápios e corruptos) e inteligência, pois o tempo está passando e não podemos e não devemos perder o bonde da história mais uma vez. Qual será o nosso caminho?

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