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Opinião

Algumas car�ncias seculares

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Alagoas teve sua primeira ferrovia há 200 anos. Ela entrou em funcionamento em 1884 entre Maceió, que já era cidade e capital desde 1839, e a então vila de Imperatriz (União dos Palmares). De lá para cá, os investimentos foram insuficientes para a modernização, recuperação e expansão dos serviços dos trens de passageiros e cargas. Não apenas em nosso estado, cuja população passou a ser uma das mais prejudicadas no País pela a falta de melhores atenções em relação ao setor nas últimas décadas. A diversificação das opções no tocante ao transporte coletivo não teria, como não teve, a celeridade devida por aqui, que chegou a ter uma estrada de ferro, a de Paulo Afonso, atravessando boa parte das nossas terras sertanejas e até projetos para a construção de outras vias férreas, como a que começaria em Maceió e chegaria até Passo do Camaragibe. Não é dos anos recentes, portanto, as frustrações, os sonhos jamais concretizados da nossa gente. Principalmente quando o surgimento de novas povoações e o consequente crescimento demográfico marcante em todas as regiões desta então parte sul da Capitania de Pernambuco resultou em uma impressionante quantidade de desafios sempre crescentes. As nossas cidades maiores, sendo as principais a capital e Arapiraca, não são as únicas necessitadas de tratamentos prioritários para as áreas essenciais como a do transporte coletivo. No caso de Maceió, por exemplo, há o conhecimento, por meio de estudos da prefeitura e do governo do Estado, que metrô e uma considerável quantidade de viadutos são equipamentos indispensáveis para a demanda de cinco mil a 24 mil passageiros/hora em nossos corredores de ônibus já existente na década de 1990. Prioridades sobre essas questões devem ser assuntos discutidos à exaustão e causas de insistentes lutas e cobranças junto ao governo federal e outras fontes de recursos financeiros, a fim de deixarmos de ser um dos estados mais pobres de obras de infraestrutura. Antes e depois das eleições deste ano.

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