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Opinião

MERCADO DE ILUS�O

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Qual a real necessidade da escolha por uma universidade/faculdade? O que leva à busca por uma formação superior e profissional? A busca pela capacitação e empregabilidade? Ou à realização pessoal? Mas, como escolher um caminho para toda uma vida (nova), se o mercado não dispõe de vagas/espaço para a atuação de todos os egressos formados em suas áreas? É triste este cenário, mas ele é real. São pouquíssimos os cursos que dispõem de espaço para a atuação dos recém-formados. Mesmo possuindo estágios que comprovam experiências na área afim, não é fácil a aquisição de uma vaga. Com tantas instituições de Ensino Superior e cursos disponíveis, menor se torna a concorrência dos cursos superiores e maior, a oferta de formados para o mercado de trabalho. O mercado se torna mais seletivo e exigente quanto à qualidade dos currículos dos candidatos. Há mais vagas disponíveis para formação superior que o número de vagas no mercado de trabalho. Há cursos que nem empresas e área do ramo o estado dispõe. Mesmo após anos de estudos e depois de pós-graduados, os alunos não conseguem sua inclusão. Se a exigência aumenta a cada ano e a qualidade de formação não acompanha essa necessidade, cabe às empresas e instituições contratarem profissionais de outras regiões do País ou do exterior, tanto para assumirem a mão de obra qualificada quanto para gerenciá-la/liderá-la. Como Alagoas, especialmente a capital, oferece uma convidativa e hospitaleira região para morar, grande parte não hesita em vir se instalar e permanecer aqui. Pois, além do paraíso natural, o estado possui espaço para novos investimentos e negócios. Percebe-se com tudo isso, que tem aumentado a discrepância entre a formação exigida e a qualidade ofertada ao mercado de trabalho, pois, infelizmente, a maior parte dos professores e instituições não está preocupada com a real qualidade do ensino e com a qualidade do profissional que está formando, mas na quantidade dos índices de aprovação, formação para o marketing da instituição e ingresso de novos alunos em suas instituições cada vez menos exigentes. Afinal, para onde caminha a universidade brasileira? Criar e manter cursos que não têm mercado se assemelham a comportamento típico de mercadores de ilusões.

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