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ALAGOAS 2014: REALIDADE E PERSPECTIVA

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A população alagoana encontra-se em 2014 vivendo mais uma vez numa conjuntura de profunda falta de esperança nas instituições do Estado e seus gestores, inserida num misto de indignação subliminar e revolta espontânea. Basta tomar como referência o chamado governo de ?quatro mãos? capitaneado pelos ex-governadores Suruagy-Mano, marcado por profundas instabilidades econômica, social e política, com uma trégua na administração Ronaldo Lessa e retomada na atual gestão do PSDB de Téo e do DEM de Nonô. O emergir da esperança com a eleição de Lessa para governador e da ex-petista Heloísa Helena para o Senado começou a enfraquecer antes mesmo do término dos oito anos de mandato dos dois. Entre conflitos partidários e divergências pessoais, as perspectivas políticas foram aniquiladas com a debandada do PSB para o ninho tucano e a desfiliação da ex-senadora do PT. As principais lideranças que saíram fortalecidas da conjuntura de 1990 sucumbiram e, com elas, a possibilidade de articulação de um projeto político para Alagoas. Mais uma vez, parece que Alagoas não saiu do mesmo lugar. Ou melhor, saiu para pior! Os dados e índices sociais apontam para esta realidade. Nos últimos anos, o estado conquistou os piores indicadores em violência, com matança de jovens, com as piores cidades mais violentas do Brasil e entre as piores do mundo, baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), em analfabetismo e com baixos indicadores de escolarização e de desenvolvimento econômico. A situação estaria pior se não fossem os governos do ex-presidente Lula e da atual presidente Dilma Rousseff, com os programas sociais, as verbas repassadas pela previdência social e as ações de segurança, além das emendas parlamentares dos senadores e deputados federais. No cenário político de 2014, pela movimentação das pedras no xadrez alagoano, tudo pode acontecer ou absolutamente nada! A marca central do atual jogo político é a indefinição tanto por parte dos atuais mandatários governistas quanto oposicionistas. O que mais impressiona é que, no quadro caótico em que se encontra a maioria da população e à mercê da instabilidade social e da violência, não se identifica nos principais atores a demonstração de preocupação em apresentar as regras e possíveis projetos. Quiçá depois da Copa do Mundo!

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